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Recordar é viver

ABPF homologa locomotiva para passagem em malha da CPTM

Visando percorrer trechos em comum com a CPTM em ocasiões especiais, como traslados e eventos de final de ano -conforme já ocorreu-, o grupo preservacionista Associação Brasileira de Preservação Ferroviária que possuí vários núcleos espalhados pelo país, instalou o sistema de sinalização ATC para poder circular sem a necessidade de utilizar-se de outras locomotivas durante a passagem pela malha dos trens metropolitanos, a exemplo de que ocorre com a MRS, que utiliza locomotivas menores de “escoteira” (a frente da formação original dos trens) para guiar as composições que percorrem geralmente os trilhos das linhas 7, 10 e 12.

Informações obtidas pelo Via Trólebus, apuram que a locomotiva 7202 “Quintela”, estará em exposição nas próximas semanas na cidade de Campinas, durante evento de ferreomodelismo, acompanhados de um carro Budd de passageiros e da lendária Litorina da CPTM, até hoje sem uso claro dentro da Companhia, após ser especulada em um eventual Expresso Turístico até Aparecida, interior de SP.

 

A Locomotiva

Apelidada de “Locomotiva Zenon Barriga y Pesado”, a 7202 que representou a Quintela no transporte de cargas pela malha ferroviária paulista, foi adquirida pela ABPF após ser comprada por sucateiros e após passar por um período de incertezas em Rio Claro, interior de São Paulo, sob a tutela de um pequeno grupo dissolvido de entusiastas que buscavam instalar um museu ferroviário na cidade, em uma área que pertenceu à Fepasa e que fora devastado por um incêndio de grandes proporções em Agosto de 2018.

Após a aquisição, foi restaurada em parceria com a Concessionária Rumo Logística e ganhou as cores da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1872 – 1971) e também preservou detalhes que a máquina exibiu durante sua operação, como o logotipo da Fepasa em sua cauda, acima das grades dos motores.

 

Foto: Redes Sociais

 

Sobre o autor do post

Rodrigo Lopes

Paulistano, formado em Logística e graduando de Tecnologia em Transporte Terrestre, sempre gostou de transportes e tudo o que envolve a mobilidade, transportes e planejamento urbano. Participa de projetos relacionados a preservação ferroviária, transporte não poluente e gestão pública. Criador do Boletim do Transporte em 2011, desde Abril de 2018, colabora com o Via Trólebus.

1 comentário

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  • Escoteira são locomotivas sozinhas sem vagões. As U20 que vão à frente de locomotivas sem ATC são “pilotos” ou “batedeiras” embora a operação já seja praxe e já nem se usa mais algum termo para trens da MRS na CPTM. Se a C30 da ABPF não tivesse o equipamento e fosse tracionar na CPTM, a locomotiva que fosse à frente seria piloto ou batedeira. Mas jamais escoteira.

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