Greve

Greve no Metrô de São Paulo pode ocorrer na terça-feira, 30 de abril

O sindicato dos metroviários aprovaram greve no Metrô que poderá ser realizada na próxima terça-feira, 30 de abril de 2019.

Caso a paralisação ocorra, as linhas 1-Azul [Jabaquara-Tucuruvi] , 2-Verde [Vila Prudente – Vila Madalena], 3-Vermelha [Palmeiras Barra Funda –  Corinthians Itaquera] e 15-Prata [Vila Prudente – Vila União] serão afetadas. Linhas 4-Amarela [São Paulo Morumbi – Luz] e 5-Lilás [Capão Redondo – Chácara Klabin] ficam de fora do protesto, já que são operadas pela iniciativa privada.

De acordo com a entidade trabalhista, quatro reuniões de negociações com a companhia foram fracassadas. “A empresa propôs apenas a reposição de inflação pelo índice IPC-Fipe nos salários e no VA e VR, sem aumento real”, diz o sindicato.

Os representantes dos trabalhadores dizem ainda que o Metrô fez cortes em verbas destinados ao plano de saúde, e não apresentou nenhuma proposta ao plano dos aposentados.

A greve foi aprovada em assembleia realizada nesta quinta-feira, 25 de abril. Uma nova reunião será realizada um dia antes da possível paralisação para bater o martelo sobre o protesto.

Com a palavra, o Metrô

Em nota, a companhia diz que lamenta a decisão e que tomará medidas necessárias. Confira:

“Este tipo de decisão é tomada pelo Sindicato dos Metroviários, e não pelo Metrô, que lamenta a atitude e reafirma que que o canal de negociação continua aberto. Caso a ameaça de paralisação se concretize, a empresa tomará todas as medidas necessárias para manter a prestação de serviços para minimizar os transtornos à população de São Paulo.”

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Se não está bom vai para iniciativa privada e pede aumento todo ano. Acho que tem que privatizar tudo aí acaba com essas condições tão ruins que os funcionários do metrô passam.

  • Percebo pelos comentários que o povo tá cada vez mais aceitando arrocho salarial dos patrões… tempos sombrios pra classe trabalhadora, processo moderno de escravização das massas sendo implantado pelo neoliberalismo

  • Moro aqui no Japão e percebo que as coisas não mudaram em nada aí no Brasil. Se não está satisfeito com o salário, estuda mais e muda de cargo. Quando morava aí na São Paulo capital, nunca participei de greve nenhuma, mesmo recebendo salário baixo.
    A regra no Brasil é: não está satisfeito com o salário, usem os sindicatos e outros grupos para empurrar com a barriga para aumento de salário, mas isso sem aumentar a eficiência do serviço.
    Fora que no Brasil, sindicato virou centro de arregimentação politica. Se esses grupos não gostam de um determinado politico, usam o caos para deixar a sociedade ineficiente. Isso é regra áurea no Brasil.

    • A diferença é que no Japão o profissional tem essa opção de oportunidade de emprego em outro lugar… aqui estamos em crise e opções melhores de trabalho estão cada vez mais escassas. E, sinceramente, não acho justo ficarem aumentando salário abaixo da inflação, isso nada tem a ver com política, é simplesmente o empregado lutando pelo que é seu

  • Reivindicações da categoria:
    – equiparação dos salários de funcionários promovidos;
    – reajuste salarial de 4,32%;
    – 19,1% de aumento real por produtividade;
    – reajuste do VR, de R$850,00 para R$1012,35;
    – reajuste do VA, de R$368,72 para R$726,81;
    – plano de saúde.

    • Caramba se for esse reajuste. VA de R$68,72
      R$VR de 850,00.
      Se é louco pois na empresa a qual fui desligado em 2007(VA era 60 e poucos reais, ai aumentou para 70). Hoje estava até janeiro 172,50
      VR era de R$ 4,50 (2007) hoje 24,50 ( até janeiro 2019 ).
      Aumento de Salário de 29 reais no meu caso (1,6 alguma coisa) pra empresa toda.

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