Trem de Carga

Projeto prevê ferrovia ligando Paranaguá, no Paraná, ao Chile

O Brasil tem diversos problemas de escoamento de cargas, e no estado do Paraná não é diferente. Mas para o governo do estado, o fornecimento de alimentos poderia ser competitivo na criação de condições para exportar de forma mais eficiente, mercadorias para a China, Estados Unidos, entre outros.

Diante deste cenário, os Chineses visam uma parceria em obras de infraestrutura, com grande interesse na execução do projeto do corredor bioceânico, que ligará os portos de Paranaguá, ao de Antofagasta, no Chile. A intenção foi confirmada ao governador Carlos Massa Ratinho Junior pelo embaixador da República Popular da China, Yang Wanming, na semana passa.

O governador afirmou que a iniciativa já foi apresentada ao presidente da república, Jair Bolsonaro, e o objetivo é que a Itaipu Binacional faça o projeto executivo e que outros países possam participar da obra.

“Pelos nossos cálculos, com essa ferrovia conseguiremos baratear em 40% o custo logístico de exportação para a Ásia, por exemplo”, disse o Governador. “Precisamos entregar produtos com eficiência e com preços competitivos para nos consolidarmos como referência na área de fornecimento de alimentos”, acrescentou.

O Paraná já conta com uma linha férrea de Paranaguá até Cascavel, no Oeste do Estado. A ideia é continuar o trajeto até Foz do Iguaçu, já na tríplice fronteira, e então iniciar o trecho internacional.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • […] Diante deste cenário, os Chineses visam uma parceria em obras de infraestrutura, com grande interesse na execução do projeto do corredor bioceânico, que ligará os portos de Paranaguá, ao de Antofagasta, no Chile. A intenção foi confirmada ao governador Carlos Massa Ratinho Junior pelo embaixador da República Popular da China, Yang Wanming, na semana passa. As informações são do Via Trolebus. […]

  • A transoceânica existe, artigo de Vicente Vuolo

    Causou-nos surpresa e espanto o anúncio da construção de uma Ferrovia Transoceânica, que ligaria o Atlântico ao Pacífico, partindo do Porto do Açu (Rio de Janeiro) passando por Corinto (MG), Uruaçu (GO), Lucas do Rio Verde (MT), Porto Velho até o Peru.

    O Ministério dos Transportes e do Planejamento deixaram de lembrar a Presidente Dilma que já existe uma ferrovia ligando o Atlântico ao Centro-Oeste. Aliás, a nossa Presidente esteve no ano passado em Rondonópolis inaugurando o Terminal da Ferrovia, onde prestou uma homenagem ao ex-senador Vuolo. Trata-se da antiga Estrada de Ferro Araraquarense, que foi incorporada a Fepasa, depois privatizada e hoje nas mãos da ALL/RUMO.

    Ferrovia moderna, de bitola larga, dormentes de concreto, ecologicamente correto e alta durabilidade, que já está em operação ligando o Porto de Santos, passando por São Paulo atravessando a ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraná entre Rubinéia (SP) e Aparecida do Taboado (MS), Alto Taquari, Alto Araguaia, Itiquira e Rondonópolis. São quase 2 mil quilômetros de ferrovia que não podem ser ignorados.

    Seria mais racional não só interligar a ferrovia dos portos de São Paulo (Santos) ao Rio de Janeiro (Açu e Sepetiba) e continuar a construção até Cuiabá fazendo uma bifurcação para Porto Velho (ligando a hidrovia do Madeira) e Cuiabá – Santarém (ligando a hidrovia do Amazonas) como prevê o projeto original.

    O projeto da ferrovia São Paulo-Cuiabá foi enaltecido por Euclides da Cunha, há mais de 100 anos, como o caminho mais curto para ligar o Atlântico ao Pacífico. Em seu livro “Contrastes e Confrontos” o escritor já defendia naquela época a construção da ponte: “mercê de uma ponte de 800 metros sobre o grande rio, a travessia entre Jaboticabal e Cuiabá será feita folgadamente em 8 dias… se isso não acontecer, decididamente, porque nos falta um grande engenheiro, um grande empresário e um grande presidente”. Após 50 anos, o ilustre mato-grossense Vicente Emílio Vuolo abraçou esse ideal apresentando na Câmara dos Deputados o projeto 312-A, que incluiu no Plano Nacional de Viação a ligação ferroviária São Paulo-Rubinéia-Aparecida do Taboado-Rondonópolis-Cuiabá, por meio da construção da ponte rodoferrovia sobre o Rio Paraná. Esse projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente Geisel, transformado na Lei nº 6.376/76. É importante salientar que a largura da ponte passou de 800 para 3.600 metros devido à construção da barragem de Ilha Solteira e a formação do grande lago.
    O cuiabano, ex-senador Vuolo, nascido no Distrito de Coxipó da Ponte foi totalmente incompreendido na época. Foi chamado “louco”, “doido varrido” pelo projeto “utópico”. Chegaram a pixar os muros de Cuiabá. Era motivo de piadas! Mas, ele nunca se abateu. E, mesmo, lutando contra um câncer mobilizou políticos, empresários, trabalhadores dos três Estados (SP, MT e MS) com reuniões, simpósios, manifestos e encontros no local da ponte, numa luta suprapartidária. E viu, em vida, a chegada dos trilhos em Alto Taquari. Sua luta incansável pelos trilhos até Cuiabá teve o reconhecimento da AMOP (Associação dos Municípios do Oeste Paulista composta por 35 municípios) que conferiu o Título de Senador Honorário do Oeste Paulista. Foi denominada, também, por iniciativa do Deputado Wilson Santos, Ponte Rodoferroviária Senador Vuolo (parte ferroviária) Lei sancionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Ferrovia Senador Vuolo o trecho que cruza o Estado de Mato Grosso, sancionado pelo ex-governador Dante de Oliveira.

    Com um histórico de lutas e a partir da visão de futuro de alguns grandes brasileiros, a ligação entre o Atlântico e o Pacífico já está em construção. Não tem sentido algum fazer-se uma ferrovia paralela. Muito mais econômico e rápido seria concentrar esforços na conclusão da ferrovia que já está aí.

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