Internacional

Podcar, uma nova ou não tão nova opção de transporte para baixas demandas

Conceito de transporte público é o mesmo que veículos grandes, geralmente que carregam dezenas ou centena de pessoas certo? Errado!

Os chamados Personal Rapid Transit (PRT) ou Trânsito Rápido Pessoal, também chamado podcar, é um modo de transporte público destinado para eixos de baixa demanada com pequenos veículos automatizados que operam em uma rede de vias-guia especialmente construídas. Com capacidade para menos de 10 pessoas, alguns que levam até 3 indivíduos, o PRT corre por trilho-guia com um sistema automatizado (AGT), ou seja, sem coundutor.

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Nos dias de hoje dois exemplos de PRT operam no mundo: o Personal Rapid Transit de Morgantown da que entrou em serviço comercial em 1975, e o PRT do Aeroporto de Londres Heathrow, ULTra, que está atualmente em fase de teste. Existe outro modal do tipo que está em construção na nova cidade de Masdar em Abu Dhabi. Nesta cidade, a prefeitura pretende ser a primeira do mundo 100% ecológica, e eliminar a necessidade do uso de automóveis.

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O vídeo a seguir mostra como o sistema consegue transportar 48 pessoas em menos de cinco minutos.

Algumas características que defende o PRT em comparação com outros tipos de transportes:

– quatro vezes menor o uso de energia que o automóvel;

– não contamina de forma direta;

– 3 a 5 vezes mais rápido que os ônibus, 2 a 3 vezes mais rápido que o automóvel;

– extremamente seguro, devido à automatização e velocidade constante;

– cada veículo custa 10 mil euros: no entanto, como tempo seu preço reduzirá de 3 a 4 vezes, e sua vida útil é muito maior que a de um automóvel, dado que apenas tem partes móveis;

– cada km de trilho custo dois milhões de euros, similar ao que custa uma pista de uma rodovia;

– ocupa 0,02% de terreno urbano, enquanto que os automóveis ocupam 30% deste;

– é cômodo para todos os passageiros, já que ninguém tem que dirigir;

– seu fácil uso permite que até crianças de 10 anos o usem, sem um acompanhamento de um adulto. Os idosos e descapacitados também têm menos dificuldades para entrar.

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Desvantagens:

– a velocidade máxima é de 60km/h, aproximadamente;

– a construção da primeira rede de transporte público baseada no sistema PRT, terá um alto custo;

– privatizar a exploração de uma de PRT significaria dar o monopólio desta a uma empresa;

– as simulações demonstram que 30% dos veículos viaja vazio;

– risco de vandalismo dentro dos veículos.

A discussão entorno da viabilidade do PRT é uma das principais razões do porque não se começaram mais aplicações, pois se coloca em duvida a viabilidade do sistema em grande escala. Entretanto, existem organizações como Citizens for Personal Rapid Transitque defendem este projeto como o “transporte que funciona para a gente, a economia e o meio ambiente.”

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Atualmente, mais projetos de PRT estão em construção. Um destes está em Suncheon, na Republica da Coreia. A construção consiste em 9,8km de trilhos, duas estações e 40 veículos para conectar a cidade com o futuro lugar onde se realizará o Festival Internacional de Jardinagem.

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Outro projeto é em Punjab, na Índia, que com 7 km de via, 7 estações e 200 veículos pretende ser nada menos que o primeiro sistema urbano de PRT, quando esteja terminado em 2014.

Experiência que não deu certo

Um projeto de PRT chamado de ARAMIS foi introduzido entre 1970 e 1986, em Paris, mas o experimento não foi concluido e o projeto foi abandonado.

Conforme foi falado no começo do texto, o modal é interessante para eixos de baixa demanda, como em aeroportos. A regra, claro, não se aplica por exemplo em uma ligação de alta demanda, uma vez que a regra de transporte de mais usuários por menos espaço passa a valer.

Com as informações de Archdaily

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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