Metrô SP

Linha 2 – Verde deve operar com novo sistema de controle de trens em 90 dias

O inicio da operação com o CBTC em uma linha completa tem nova data: Em 90 dias, segundo informações do jornal “O Estado de São Paulo“.

O Novo sistema promete reduzir em até 20% o intervalo das composições e é tido como a principal arma para reduzir a superlotação da rede. No últimos domingos a Linha 2-Verde, que vinha sendo fechada em alguns horário no domingo no trecho entre Vila Prudente e Sacomã. Só agora o Metrô validou a operação para expandi-la ao resto da linha. Para terminar o processo, as estações da Avenida Paulista serão fechadas nas manhãs de domingo, em dias alternados, até o fim do ano.

As Estações Vila Madalena e Sumaré, da Linha 2-Verde do Metrô, vão ficar fechadas neste domingo entre 4h40 e meio-dia para instalação do novo sistema de controle dos trens. A suspensão do funcionamento vai se repetir nos próximos dois domingos e, dependendo dos resultados dos testes, as estações poderão ficar fechadas mais uma vez.

No ano que vem será a vez das linhas 1-Azul e 3-Vermelha a sofrerem estas intervenções, inclusive com fechamento de estações em alguns horário.

Chamado CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação), o novo sistema permite que a distância entre os trens seja reduzida sem comprometer a segurança. A distância mínima, hoje de 150 a 200 metros, cairá para 70 metros. Assim, caberão mais oito trens na Linha 2, o que aumentará a oferta de assentos e reduzirá a lotação. Cada trem carrega até 2 mil pessoas por viagem.


A idéia é usar os 15 trens novos (Frota H) para reforço destas linhas. Hoje estas composições estão no lugar dos trens que estão em reforma.

Atrasos

Os contratos para instalação da nova sinalização foram assinados com a empresa Alstom em 2008. A promessa inicial era que o processo estaria concluído em dezembro de 2009. O custo foi R$ 750 milhões. Mas o Metrô enfrentou uma sequência de problemas técnicos para adaptar os trens à nova tecnologia.

O teste é um processo interativo. Você faz o teste, valida e, se tiver algum problema, volta ao trecho de novo. O começo foi um processo difícil, mas agora estamos em uma fase consolidada”, afirmou o gerente de Concepção de Projetos e Sistemas do Metrô, David Turbuk. “Nos testes, a segurança vem em primeiro lugar. Depois, avaliamos os recursos de controle. Colocamos o maior número de trens no trecho em teste e simulamos todas as alternativas de manobras, para aí validar o teste”, explicou ao jornal.

Por Renato Lobo

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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