Abaixo-assinado pede que candidatos anulem a proposta de aumentar as velocidades

Grupos ligados à mobilidade ativa organizaram um abaixo-assinado online pedindo que os três candidatos à prefeitura de São Paulo mais bem colocados nas ultimas pesquisas de intenção de voto, revejam suas posições sobre a revogação da diminuição das velocidades máximas nas marginais. A petição é direcionada a Celso Russomano, Marta Suplicy e João Dória.

A página trás dados do IML e da Secretaria de Segurança Pública do governo do Estado de São Paulo, onde compilados pela CET em seu Boletim Técnico 53 –, entre 2005 e 2009, 78% dos acidentes fatais foram causados por fatores humanos (relacionados exclusivamente ao comportamento do motorista ou do pedestre). Desse montante, 44% foram causados por excesso de velocidade.

O documento ainda aponta que informações da Associação Brasileira de Medicina no Tráfego (Abramet), que a cada 10 leitos das UTI’s, seis são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito.

O texto contesta a informação de que algumas capitais reduziram as mortes sem as reduções de velocidade.
Algumas campanhas eleitorais têm informado que Campinas, Belo Horizonte e Porto Alegre reduziram seus acidentes sem a redução da velocidade em 2015. Entretanto, algumas dessas informações estão incompletas e mesmo equivocadas: em Campinas houve um crescimento de 20% de mortes por atropelamento (Fonte: Emdec/Campinas); em Porto Alegre, na verdade o número de acidentes de trânsito aumentou, em 11% (Fonte: EPTC/Porto Alegre) e em Belo Horizonte a soma dos acidentes na verdade teve queda de apenas 3,4% (Seds/Minas Gerais). Essas informações mostram que a redução de velocidade máxima nas vidas dessas cidades também é uma medida necessária”,
diz a publicação.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

15 Comentários deste post

  1. Acho bem feito, eu não caio nessa de votar, por coisas do anterior feitas, quero propostas de mobilidade, seus pilantras.

    Rodrigo Santos / Responder
  2. Acho que deveriam aumentar mesmo, e punir efetivamente os infratores, que são os verdadeiros causadores das mortes. A cidade está pagando muito caro por ter uma velocidade tão baixa. Pagamos impostos pra sermos ouvidos!!

    Josh / Responder
    • Não tem punição nenhuma só está sendo feito o que ja deveria ser feito há muito tempo. Essa não é uma punição pelos atropeladores e motoristas de racha… É um regularização extremamente tardia. O único ponto que ressalvo é a punição muito branda a quem atropela e mata ou fere gravemente o próximo por imprudência ou consumo excessivo de drogas

      Alexandre i / (em resposta a Josh) Responder
    • Alguns fatos:

      1) 71% dos motoristas nunca levaram multa. Apenas uma parcela bem pequena dos que já foram multados são reincidentes.

      2) 114 países adotaram velocidade máxima de 50 km/h ou menos nas vias urbanas.

      3) Está comprovado: onde há pedestre, a velocidade máxima permitida deve ser reduzida para que acidentes sejam menos fatais. É uma recomendação de entidades de trânsito, centros de pesquisa, universidades… não é invenção do Haddad e do prefeito de Curitiba.

      4) As Marginais, 23 de Maio e Jacu-Pêssego NÃO SÃO vias expressas. Via expressa é uma via isolada como as rodovias, praticamente sem acessos e, principalmente, sem circulação intensa de pedestres. Todas essas vias, hoje, são pontos de circulação de pessoas nas calçadas, pontos de ônibus e cruzamentos em alças de acesso, por exemplo.

      5) Circular numa velocidade mais baixa promove um fluxo de veículos mais eficiente. Você não acelera e para, como era antigamente. Isso também é explicado cientificamente.

      Ou seja, PAREM DE MIMIMI sobre esse assunto! Redução de velocidade salva vidas. Pronto, acabou.

      Agora vamos discutir formas de melhorar o transporte público. Isso sim é a discussão que importa!

      Alex / (em resposta a Josh) Responder
      • As Marginais e a 23 de Maio,podem não ser Expressa,mas segundo o código de trânsito são consideradas vias de trânsito rápido,e se for levar em conta o minhocão , é via expressa,apesar de suas duas faixas .

        mauri / (em resposta a Alex) Responder
        • O Minhocão não é via expressa. É via elevada arterial. E por estar dentro da cidade, é uma via urbana. Logo, entra na condição de vias que devem limitar a velocidade a 50 km/h, conforme as recomendações internacionais.

          Segundo o artigo 62, parágrafo segundo, “o órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via PODERÁ REGULAMENTAR, por meio de sinalização, velocidades superiores ou INFERIORES àquelas estabelecidas no parágrafo anterior”. Portanto, o município pode estabelecer velocidades menores que o CTB recomenda.

          Alex / (em resposta a mauri) Responder
          • E quem disse que o município não pode regulamentar a velocidade?.

            mauri / (em resposta a Alex)
    • Nada a ver. Se pensa assim, então colega…nunca dirija nas cidades de Londres, Toquio, Nova Iorque, Bogotá, Buenos aires e Paris, pois nessas e várias outras grandes cidades no mundo, o limite de velocidade máxima é entre 40 a 60km/h. Pode pesquisar no google e aqui mesmo no ViaTrolebus há um artigo dizendo dessa redução de velocidade….

      A atual gestão apenas vem seguindo a tendência mundial e a recomendação da ONU e outros orgãos.

      As vias são para deslocamento, não para correr. Só pq paga IPVA, não quer dizer que tem o direito de andar na velocidade que acha “mais conveniente”.

      Acostume-se, a redução veio para ficar.

      Renato / (em resposta a Josh) Responder
      • ai que ta , como vc disse vias de 40 km a 60, não a 50 km…

        mauri / (em resposta a Renato) Responder
        • A Pista “expressa” das Marginais a velocidade é 70 km. Os dados da SSP do GESP e da CET da PMSP não deixam duvidas dos benefícios dessa medida. Como já demonstrado em matérias nesse mesmo site, outras grandes cidades mundo afora reduziram a velocidade máxima em suas vias e reduziram em muito os acidentes graves e as mortes no transito.

          Eduardo Alves / (em resposta a mauri) Responder
        • A esmagadora maioria é 40 e 50km/h de limite máximo, tanto em NY, qto em Londres e Toquio.

          Renato / (em resposta a mauri) Responder
  3. Acho que o grande problema, a imprudência, não foi debelada com a redução dos limites de velocidade. A questão é o imprudente não se vê desse modo; ele se julga um “bom piloto” e não percebe que a máquina pode falhar. Acho que só o controle eletrônico de velocidade não resolve esse problema, é preciso que os infratores contumazes sejam visíveis, por isso, além do controle eletrônico de velocidade, é preciso investir maciçamente em transporte coletivo, pois muitos dirigem porque não existe disponibilidade de transporte de massas, e esse deve ser o foco dos grupos de mobilidade. O que deveríamos pleitear é que os recursos do IPVA e das multas sejam aplicados integralmente para impulsionar a expansão ferrometroviária.

    Airton Reis Júnior / Responder
    • Não resolve, mas é um começo. Se não fosse assim, só SP teria reduzido a velocidade. Mas dezenas de cidades no mundo fizeram isso bem antes de SP.

  4. O site do abaixo assinado está repleto de “causas partidárias”…Especificamente esta questão obteve a minha assinatura, ainda que eu já tenha em mente o uso eleitoreiro que possa ser feito dessa mobilização…

    Felipe M / Responder

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