Chile conta com sistema ferroviário de longo percurso

Na quinta e última postagem do especial “Via Trolebus no Chile” o foco é o transporte ferroviário de passageiros. Na contramão de outros países da América Latina, incluindo nosso Brasil, o Chile possuí serviços de trens de média e longa distância.

As linhas são administradas pela Empresa de los Ferrocarriles del Estado (EFE), e as composições elétricas podem chegar a velocidade de até 140 km/h. São divididos em “classe turística” e “classe preferente”. Por ano, são transportados mais de 10 milhões de passageiros em todo o país.

O fato da região ser atendida por trens não significa que todo o transporte de passageiros por pneus foi suprimido. Na verdade, o cenário que se mostrou no Chile, desmistificou a ideia de alguém que mora em São Paulo, e espera que uma promessa governamental na implantação de trens regionais, alterne por definitivo, a forma de deslocamentos dos Chilenos que vão da capital ao Sul, e vice versa.

A linha de ônibus rodoviário entre Santiago e Curico tem partidas no mesmo volume que a ligação entre São Paulo – Guarujá ou São Paulo – Praia Grande. Em períodos de festas, são registrados longos congestionamentos nas estradas que ligam as regiões.

A viagem de ônibus entre as duas regiões é mais vantajosa de ônibus do ponto de vista da tarifa. Mesmo assim, as passagens de trem são disputadas, por conta do conforto, rapidez e todo o charme de se viajar em um transporte sobre trilhos.

Metrotren

Operado pela chilena Central Railway, uma subsidiária da EFE, a linha cobre uma distância de 310 km, entre Santiago e da cidade de Linares, ligando 24 municípios localizados ao sul da capital.

Fabricados na década de 70, foram adquirido da Espanha. São do mesmo lote da série 2100 da CPTM

Fabricados na década de 70, foram adquirido da Espanha. São do mesmo lote da série 2100 da CPTM

A ferrovia possui conexão com Metro de Santiago na Estação Central, da Linha 1. A tarifa é cobrada por trecho.

Terrasur

Esta rota ferroviária é a mais longa do país, com cerca de 400 km de distância entre Santiago e Chillán. A linha possui 12 estações e foi inaugurada em 2001. Durante a noite a linha presta serviços até Temuco, com cerca de 670 km de distância de Santiago.

Trem de longa distância do Chile, que liga Santiago ao sul do país

Trem de longa distância do Chile, que liga Santiago ao sul do país

Biotrén

Não se trata de um trem de longa distância, mas um sistema metropolitano que atende a toda Região de Biobío, a segunda mais populosa do Chile, que fica a cerca de 450 km de Santiago, ao sul. A malha atende as cidades de Concepción, Talcahuano, Hualpén, San Pedro de la Paz, Chiguayante e Hualqui.

biobio2

Trem metropolitano que atende a região de Biobío

Foi inaugurado em 1999, é administrado por Fesub Concepción SA, subsidiária da EFE. Possui duas linhas com o total de 48 quilômetros de extensão. Os trens chegam a velocidade de até 90 Km/h. O intervalo das composições são de 18 minutos no horário de maior movimento.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

14 Comentários deste post

  1. Na primeira imagem, parece da cptm que anda na linha 10

    allan / Responder
    • Na realidade são iguais Allan. O da CPTM passou por reforma quando chegou ao Brasil na década de 90.

      Renato Lobo / (em resposta a allan) Responder
  2. Os três trens das fotos sao todos iguais so muda que foram reformados de maneiras diferentes e sao os mesmo da linha 10 da cptm que em sao paulo recebeu o nome de serie 2100 e na espanha pais de origem chamados ut440r onde ja foram aposentados.

    marcelo / Responder
  3. Já se sabe que os trens da serie 2100, rendem melhor em linhas regionais vide suas origens e este post para exemplificar. Provavelmente por isso apresentem os tipos de falhas que temos por aqui, em não “suportar” o anda e para das linhas metropolitanas.

    Seria incorreto imaginar uma grande revisão geral em algumas destas unidades para utilizar em linhas regionais (é claro reinstalando bagageiro e poltronas confortáveis)?

    Roberto Araujo / Responder
  4. Parabéns pela série Via trólebus !!
    Bastante interessante. Sobretudo em um país vizinho. Que venham outras. !

    William Perez / Responder
  5. isso mostra que os 2100 devem ser usados em trajetos de longa distancia não media como a cptm faz

    fabiano / Responder
  6. Ai você olha SP e nem isso tem ligando cidades do interior,vergonha,chega de PSDB.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. A corrupção deixa tudo caro, porque vocês acham que o governo do estado vive fazendo adendo em seus contratos, aguem se lembra dos trens que a reforma ficou mais cara do que se comprasse trens novos, e assim vive o estado de SP e o Brasil, corrupção atras de corrupção, so que em SP nunca da em nada e um tal de arquiva que não acaba mais, vergonhoso, em 2018 lembrem se nem Lula nem Geraldo Alkimim e Serra e tudo farinha do mesmo saco, e claro nem o Aecio que e o mais guloso deles os mineiros que o conhecem não o recomendam..

    Pedro / Responder
  8. São Paulo precisa de um exemplo de algum Estado do Brasil que tenha menhor serviço de mobilidade Urbana.Se não tem o que apresentar, é melhor fazer apenas criticas construtivas.

    Jardel Tales / Responder
    • Ai que ta nossa mobilidade e a menos pior do brasil

      fabiano / (em resposta a Jardel Tales) Responder
      • Não exatamente,sobre trilhos sim,mas no geral não,por exemplo sobre pneus Curitiba e o exemplo do Brasil mesmo estando saturado,vamos inverter se o sistema de Curitiba tivesse em SP seria o estado perfeito,sobre trilhos para os lugares longos,e corredores pra complementar,e se Curitiba tivesse a malha de trilhos de SP seria muito mas muito melhor,que ironia não.

  9. O que não é dito é que toda a base da economia chilena foi feita pela extrema-direita, regime de Pinochet. No período democrático o Chile viveu inflação e paralisia econômica. Isso me dói.

    rafael port / Responder
  10. Enquanto os trens regionais prometidos por Geraldo Alckmin, o governador da merenda, em 2011, nem mais se ouviu falar depois de encher as páginas do Estadão, Folha e da revista Veja. Queriam dar para um banco tocar esse projeto, mas depois que o presidente foi preso acho que vai ser difícil esse banco fizer alguma aposta nesse sentido.

    Evaristo / Responder

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