Semana Via Trolebus/Alstom – Dubai: exemplo de mobilidade urbana

Para encerrar nossa semana especial sobre o VLT de Dubai, hoje falaremos sobre outros modais que a cidade possui.

Além da linha recém-inaugurada de VLT, Dubai possui 2 linhas de metrô (verde e vermelha) e uma de monotrilho.

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O metrô de Dubai teve sua operação iniciada em 2009 com as 10 primeiras estações da linha vermelha foram inauguradas. Com o passar do tempo, novas estações e uma nova linha foram sendo inauguradas. Hoje o sistema conta com 47 estações e 70 km de extensão. A linha verde possui estações, na maior parte do trajeto, no centro da cidade. Já a linha vermelha cruza toda a cidade: estende-se do centro de Dubai em direção ao distrito de Jebel Ali, na fronteira com o emirado de Abu Dhabi. Há duas estações localizadas no Aeroporto.

Os trens não possuem operadores, como a linha 4 – amarela do metrô paulistano. Assim como no VLT, há uma área reservada “Gold Class”, onde o passageiro paga mais para usufruir de um maior conforto, e uma área somente para mulheres e crianças. A maior parte do metrô é por elevado. Todas as estações possuem portas plataformas. O visual das estações mostram a grandeza arquitetônica presente em Dubai.

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Já o monotrilho liga o início ao fim da ilha artificial chamada, The Palm. O monotrilho e e o metro não eram interligados como mostra o mapa abaixo, datado de 2013.

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A chegada do VLT, no fim de 2014, serviu para unir os dois modais. Caso esteja no metrô e deseja ir ao monotrilho da ilha (ou vice-versa), o VLT pode fazer esta conexão, conforme o mapa abaixo:

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Falando de ônibus agora, todos os veículos possuem ar-condicionado, assim como todos os pontos de ônibus. Estes são fechados e com refrigeração interna. Lembrando que em época de verão, as temperaturas em Dubai podem atingir os 50C.

Dubai - Airconditioned bus stop shelter

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Esperamos que tenha gostado da nossa cobertura especial de Dubai e deixe seus comentários e opiniões sobre esta cidade no meio do deserto, que em tão pouco tempo, já possui uma infraestrutura de deixar qualquer um de queixo caído. Ainda mais nós, paulistanos, que convivemos com uma linha de metrô em obra há 11 anos e não irá terminar tão cedo.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

16 Comentários deste post

  1. Dubai é maravilhosa por fotos, imagina pessoalmente. É uma amostra que pra ter uma rede de transportes não precisa ser uma mega metrópole basta querer! Vergonha de São Paulo com quase 50 anos de Metrô e nunca saímos da marca dos 80 km.

    Victor Santos / Responder
    • Você sabia que Dubai é propriedade do Sheik e não do povo?
      Você sabia que em Dubai ou faz o que o Sheik manda, ou faz o que o Sheik manda, e ponto final?
      Você sabia que em Dubai não existe licitação e quem escolhe os fornecedores e prestadores de serviços é o Sheik?
      Você sabia que em Dubai o povo não tem 10% da liberdade que temos aqui?
      Se enxerga.

      Hubner / (em resposta a Victor Santos) Responder
  2. Se o Estado de São Paulo fosse um País teríamos essa realidade. Mas sabemos para onde vai a maior parte da arrecadação. No entanto, ainda que a passos de tartaruga, a rede vai se ampliando e não podemos esquecer da malha da CPTM que vem sendo modernizada. Aqui também temos ônibus articulados fora de corredores BRT e um número considerável de veículos com motorização traseira e piso baixo. As obras do monotrilho andam devagar, mas não deixa de ser uma realidade. A Linha 4 impressiona por sua modernidade e a Linha 6 já tem seu primeiro canteiro. O que precisamos aqui em São Paulo é maior agilidade. Que o MP, TCE e outros não parem obras, como o VLT de Santos. E quanto a Dubai, a diferença do tamanho e cultura com São Paulo é abissal. Nunca poderemos ter aqui classes diferentes em trens urbanos.

    Narciso de Queiroz / Responder
    • São Paulo eh responsável sozinho pelos atrasos no metro, deficiências da CPTM e pela pequena malha ferroviária… Triste como um governo desse como de SP pode atrapalhar o desenvolvimento da cidade

    • Gostei do seu comentário, outra coisa é que em vista de outros estados São Paulo ta Divino no transporte, na minha opinião o problema é o número de habitantes, pois assim como você disse por exemplo, os trens estão mais modernizados.

      Henrique Felix / (em resposta a Narciso de Queiroz) Responder
      • Obrigado Henrique. Infelizmente muitos tem complexo de vira lata. Tudo que veem no exterior é bom. Até cheiro de xixi e ratos é melhor que qualquer coisa daqui. Como você disse, São Paulo está muito a frente de outros estados, mas os vira latas não enxergam.

        Narciso de Queiroz / (em resposta a Henrique Felix) Responder
        • Isso é verdade, como a reportagem diz, a maioria da linha do metrô é em via elevada, ai é legal e bonito , se for aqui em São Paulo é feio, polui o visual…

          • Verdade Mauri e acredito que isso está ligado a uma visão de classe,a classe média e alta que impõem essa visão e isso passar a valer para toa cidade. Os pobres não ligam pra essa “estética” porque o mais importante é se deslocar com rapidez,segurança e qualidade,seja por cima ou por baixo da terra,mas essa não é a opinião que aparece,isso porque a imprensa não serve para falar pelos pobres.

            Danilo Lisboa / (em resposta a mauri)
      • Henrique acho que você levantou um aspecto muito importante mas que em geral não é considerado,a densidade demográfica da cidade, o que também nos conduz a pensar sobre a configuração geográfica do espaço,ou seja, temos a concentração de trabalho,infra-estrutura e serviços num determinada área da cidade e é para onde vai o fluxo migratório diário e isso impacta sobremaneira qualquer serviço de transporte por concentrar muita gente,nas mesmas direções e nos mesmos períodos

        Danilo Lisboa / (em resposta a Henrique Felix) Responder
    • Você tem razão quando diz que a rede vai se ampliando e se modernizando e que temos sim uma certa qualidade no transporte se comparados a outros lugares do país,contudo,esse seu discurso de que São Paulo se sustenta sozinho e que teria uma outra realidade caso não fizesse parte da Federação,mostra desconhecimento de história e geografia do passado e do presente e assume uma indignação sem embasamento concreto.
      O fato é que o Governo do Estado de São Paulo faz muito marketing por pouca coisa feita,afinal são mais de 20 anos dos mesmos governantes e a malha do Metrô pouco avançou e fica ainda pior se compararmos com outros lugares próximos a nossa realidade,como Santiago e Cidade do México,isto sem contar coisas erradas que devemos questionar sim,como compra de trens não aprovadas pelo tribunal de contas e ministério público,o conhecimento de prévio de vencedores de licitação mostrando um verdadeiro jogo de cartas marcadas e até mesmo a incompetência como é o caso da linha 4 Amarela que está em construção há 11 anos e tem metade do número de estações que deveria ter.
      Além disso,você defende que as obras devam ser feitas a qualquer custo,sem se preocupar com o meio ambiente,com o impacto na vida das pessoas ou até mesmo se será uma obra série e sem corrupção quando diz que os órgãos responsáveis não devem ficar barrando as obras,fato de contradiz até mesmo sua opinião.
      Outra cosa que chama atenção é o seu higienismo de classe quando diz que classes diferentes não podem usufruir dos mesmos trens,o que é no mínimo um equívoco porque no resto do mundo é assim e Dubai me parece o único caso em que há essa divisão entre usuários.

      Danilo Lisboa / (em resposta a Narciso de Queiroz) Responder
      • Danilo Lisboa, em momento algum disse que classes diferentes não podem usufruir do mesmo trem. Disse que em São Paulo seria impossível operar TRENS COM CLASSES DIFERENTES, como em Dubai. Me refiro a primeira classe, segunda classe, econômica, etc e não classe social. Quanto ao restante cada um tem sua opinião.

        Narciso de Queiroz / (em resposta a Danilo Lisboa) Responder
    • Resido no RJ, acompanho o que acontece em SP, aqui fica a desejar em muitas coisas, mas quem viver verá, tenho esperanças de um dia chegarmos perto de SP.

      Alberto Nato / (em resposta a Narciso de Queiroz) Responder
  3. Cristhian o Hubner não citou sobre direitos humanos, política ou coisa parecida, disse que o transporte, infraestrutura e seriedade lá são exemplos para SP, e isso eh verdade pq aqui eh horrível

    Thiago Marins / Responder
    • aposto que você disse isso sem nunca ter estudado Dubai e sem conhecê-la,baseado apenas na imprensa além de ter uma opinião muito restrita sem a visão do todo.

      Danilo Lisboa / (em resposta a Thiago Marins) Responder
  4. Acho que a reportagem deveria vir com um prefixo: “conteúdo patrocinado”, pois Dubai não é mais do que um parque de diversões para milionários de todo o mundo.

    Tampouco é a Alstom, uma empresa envolvida em escândalos de corrupção no mundo todo, quem pode mostrar o que é exemplo de mobilidade. Seu único interesse é vender sistemas, sejam eles úteis ou não.

    Quando se critica o transporte público em São Paulo considera-se também as más condições do transporte nas regiões mais pobres da cidade, e as dificuldades enfrentadas pela população menos favorecida. Em Dubai isso é escondido, milhares de imigrantes que trabalham neste Emirado (sobretudo os da construção civil) não vivem e não usufruem de Dubai, também não tem direitos humanos assegurados, inclusive muitos tem o passaporte apreendido e não podem deixar o pais.

    O viatrólebus é admirado e seguido por muitas pessoas que lhe conferiram um justo prestígio entre os blogs setoriais. Peço que não coloquem isso em risco publicando informes publicitários.

    ps.: este comentário não precisa ser publicado, mas gostaria que os responsáveis pelas reportagens pensem no assunto.

    Muito obrigado

    Rafael / Responder
    • Cara você foi perfeito no seu comentário,parabéns pela visão crítica que muitos por aqui não tem.
      E parabéns ao Via Trólebus por ter publicado esse comentário e contribuído com o debate.

      Danilo Lisboa / (em resposta a Rafael) Responder

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