Imagina usar o mesmo óleo por muito mais tempo do que ele “deveria” durar — sem perder eficiência, sem sujar o motor, sem gastar mais. Foi exatamente essa a aposta da equipe de manutenção da Linha 4-Amarela, e o resultado já passa de um milhão de reais em economia projetada.
Desde 2023, toda vez que um veículo de apoio passa por manutenção preditiva, o óleo hidráulico não é simplesmente trocado — ele passa por um processo de “diálise”. Sim, o termo é emprestado da medicina mesmo: uma máquina filtra o óleo direto do tanque, remove 99,6% da contaminação sólida e toda a água presente no fluido, e devolve o lubrificante praticamente como novo.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
O resultado prático? Equipamentos ficam mais tempo disponíveis, menos óleo precisa ser comprado e descartado, e os custos de manutenção corretiva caem. Quando o óleo finalmente não aguenta mais ser filtrado, ele não vira lixo — vai para uma empresa parceira, que faz o rerrefino e transforma o fluido de volta em óleo básico, matéria-prima para novos lubrificantes.
Em números: já foram tratados cerca de 2.291 litros de óleo em três anos, o que representa R$ 83,7 mil por ano em custos de aquisição e troca. A projeção é de economia de R$ 1,2 milhão até 2060, quando a concessão da linha termina.
“A utilização da análise de óleo mostrou-se fundamental para o acompanhamento da condição dos lubrificantes, permitindo identificar precocemente desgastes e anomalias nos sistemas”, explica José Antônio Fortunato de Farias, gerente-executivo de Manutenção da Linha 4-Amarela. Segundo ele, a prática também ajuda a reduzir custos de manutenção corretiva e os impactos ambientais da operação.
Por enquanto, a técnica é aplicada aos oito veículos operacionais da linha — de caminhões de resgate a esmerilhadoras de trilhos. Mas, com resultados desse tipo, a ideia agora é levar o mesmo processo para as linhas 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.







