Nesta terça-feira (22/9), quando se celebra o Dia Mundial sem Carro, o Metrô de São Paulo divulgou uma comparação que ajuda a dimensionar a eficiência do transporte sobre trilhos frente ao automóvel. Segundo a companhia, enquanto uma linha de metrô transporta cerca de 60 mil passageiros por hora em cada sentido sem ocupar espaço na superfície, seriam necessárias 33 faixas de automóveis por sentido para oferecer a mesma capacidade — o equivalente a cerca de 16 “Marginais Tietê ou Pinheiros”.
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De acordo com o Metrô, aplicando essa equivalência às cinco linhas convencionais da rede paulistana (1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás), chega-se a um total de 330 faixas de tráfego. Considerando que as marginais Tietê e Pinheiros possuem, em média, 20 faixas totais — sendo 10 em cada sentido —, a companhia estima que a capacidade dessas cinco linhas corresponde a aproximadamente 16 marginais completas. A comparação, segundo o Metrô, é baseada no estudo que orientou a implantação do sistema em 1968, conhecido como “Livro Azul”, e demonstra que o transporte sobre trilhos consegue movimentar grandes volumes de passageiros ocupando muito menos espaço urbano do que o automóvel.
Menos carros, mais qualidade de vida
Segundo o Relatório Integrado do Metrô 2025, citado pela companhia, caso a rede metroviária não existisse, seus passageiros migrariam para automóveis, motocicletas e ônibus, aumentando significativamente o número de veículos em circulação, os congestionamentos, o consumo de combustíveis, a poluição atmosférica e os acidentes de trânsito. De acordo com o Metrô, apenas em 2025 a operação da rede gerou benefícios sociais estimados em R$ 16,5 bilhões, resultado principalmente da redução dos tempos de viagem (553,5 milhões de horas), do consumo de combustíveis (309,3 milhões de litros), das emissões atmosféricas (574 mil toneladas), dos acidentes de trânsito (3 mil) e dos custos de manutenção e operação de vias (R$ 273,8 milhões).
Levantamentos da companhia ainda indicam que, em 2040, as futuras linhas e extensões poderão evitar a emissão de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de poluentes e gases de efeito estufa por ano, além de proporcionar economia anual de 1,9 bilhão de horas de deslocamento e prevenir cerca de 17,5 mil acidentes de trânsito.
Atualmente com 116 km de extensão, segundo o Metrô, a rede metroviária deverá alcançar cerca de 280 km e 230 estações até 2040, ampliando sua capacidade de transporte de 3 milhões para 8 milhões de passageiros por dia. Com isso, segundo a companhia, milhares de viagens hoje feitas por automóveis serão substituídas por deslocamentos sobre trilhos, reduzindo congestionamentos, consumo de combustíveis e impactos ambientais, com efeitos significativos em toda a economia da Região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com o Metrô, projetos como as expansões das linhas 2-Verde e 15-Prata, além das futuras linhas 19-Celeste, 20-Rosa, 21-Vinho, 22-Marrom e 23-Limão, devem contribuir para uma mobilidade mais sustentável, integrada e eficiente para a população da Região Metropolitana.





