O projeto do Trem do Pé Vermelho tinha como objetivo melhorar a mobilidade urbana nas regiões metropolitanas de Maringá e Londrina, conectando os municípios de Paiçandu a Ibiporã, passando pelas duas cidades-polo.
Segundo a Folha de Londrina, o serviço poderia atingir velocidade de até 160 km/h, com média de 115 km/h considerando as paradas ao longo do percurso. O projeto também previa a interligação entre os aeroportos de Londrina e Maringá, além de conexão com os sistemas municipais e intermunicipais de transporte coletivo.
A publicação citava um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que estimava demanda diária de 36 mil passageiros num trajeto que abrangeria 13 municípios do Norte do Paraná, entre Paiçandu e Ibiporã. O percurso teria 151 quilômetros de extensão, correndo paralelamente à ferrovia hoje operada pela Rumo.
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O projeto também previa a geração de aproximadamente 30 mil empregos nos primeiros anos de operação, além da exploração comercial das faixas de domínio, o que poderia gerar receitas adicionais para os municípios envolvidos.
Esse projeto ferroviário de passageiros entre Londrina e Maringá era um dos sete selecionados no Brasil, à época, para análise técnica e econômica. Os demais projetos incluíam os trechos Brasília (DF)–Luziânia (GO), Pelotas–Rio Grande (RS), Duque de Caxias–Itaboraí–Niterói (RJ), Salvador–Feira de Santana (BA), Fortaleza–Sobral (CE) e São Luís–Itapecuru Mirim (MA).
O projeto avança com verba federal para obra em Sarandi
A ultima notícia do projeto é do site Maringá Mais, publicada em novembro de 2025, que informou que a Bancada Federal do Paraná confirmou a destinação de recursos no Orçamento da União de 2026 para o rebaixamento da linha férrea em Sarandi, obra estimada em mais de R$ 700 milhões. De acordo com a publicação, a iniciativa, articulada pelo deputado federal Ricardo Barros, marcou o início dos trâmites para um projeto que promete transformar a mobilidade urbana da região e fortalecer a integração com Maringá.
Segundo o Maringá Mais, o projeto prevê o rebaixamento de 7,5 quilômetros de trilhos que cortam Sarandi, eliminando passagens de nível, reduzindo riscos de acidentes e reorganizando o tráfego entre bairros hoje divididos pelos trilhos. A obra será custeada integralmente com recursos federais, e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deveria iniciar a análise técnica do projeto nos meses seguintes ao anúncio.
De acordo com a reportagem, Ricardo Barros classificou a obra como “um grande passo para a infraestrutura da cidade e para salvar vidas no trânsito”. A expectativa, segundo ele, é que o rebaixamento facilite a integração urbana e logística, além de valorizar áreas próximas à ferrovia e preparar o trecho para o futuro Trem Pé Vermelho. Barros também afirmou, segundo a publicação, que esse é “o trecho mais economicamente viável entre os 10 projetados pelo BNDES para o trem de passageiros”.
O Maringá Mais informa ainda que o projeto técnico, custeado pelas associações comerciais de Sarandi e Maringá, seria analisado pelo DNIT, com execução em etapas e acompanhamento técnico e político. Segundo a reportagem, Sarandi é o município com maior projeção de crescimento populacional do Paraná, com aumento esperado de 61% até 2050, segundo o Ipardes — dado citado pelo deputado para reforçar a necessidade de preparar a infraestrutura da cidade para esse novo ciclo de expansão.




