Dentro do cronograma de grandes obras prometidas para o ABC Paulista, o ambicioso projeto de um teleférico em São Bernardo do Campo permanece como uma das propostas que jamais saíram do papel. O plano, que visava transformar o deslocamento na região, previa a integração de morros, a construção de um viaduto estaiado sobre a Via Anchieta e até a implantação de transporte hidroviário na Represa Billings.
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Conectando morros e asfalto
Com um traçado estimado em 7 quilômetros, o sistema aéreo cruzaria os bairros Montanhão, Selecta e Vila São Pedro. O projeto contava com dez estações, incluindo um ponto de conexão estratégica com o corredor de ônibus na Avenida Tiradentes. A proposta buscava replicar modelos de sucesso em cidades da Colômbia, Venezuela e no Rio de Janeiro, utilizando cabines para vencer a topografia acidentada da região.
Na época, o então secretário de Transportes e Vias Públicas, Oscar Silveira Campos, estimou o investimento em aproximadamente R$ 4 milhões. Apesar de uma licitação ter chegado a ser agendada, o processo não avançou e as cabines nunca chegaram a cruzar o céu da cidade.
Além do céu, o transporte pelas águas
O plano de mobilidade da gestão também mirava a Represa Billings. A ideia era criar um sistema hidroviário operado por catamarãs para ligar os bairros Santa Cruz, Tatetos e Alvarenga, oferecendo uma alternativa de transporte para os moradores de áreas mais afastadas. Assim como o teleférico, o projeto hidroviário acabou engavetado, restando apenas como parte do histórico de promessas de infraestrutura da cidade.










