Quais os próximos passos para implantação da Linha 16-Violeta?

A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (SPI) cita em seu site os próximos passos para a concessão da Linha 16-Violeta do Metrô de São Paulo, que teve sua implantação qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI-SP).

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O projeto prevê a implantação de um novo ramal metroviário ligando a zona leste à zona oeste da capital, conectando a região de Cidade Tiradentes à área de Oscar Freire. A Linha 16-Violeta deverá ampliar a oferta de transporte de alta capacidade para áreas hoje com poucas opções de ligação direta entre extremos da cidade, atendendo moradores e usuários do transporte público em um dos maiores eixos transversais de São Paulo.

De acordo com o escopo divulgado, a Linha 16 contará com 25 estações ao longo de 32 quilômetros de extensão. O investimento estimado para a implantação do ramal é de R$ 38,4 bilhões. O modelo de concessão prevê um contrato de longo prazo, com cerca de oito anos destinados às obras e pouco mais de duas décadas de operação, totalizando aproximadamente 30 anos de vigência contratual.

Trecho que deve ser construído primeiro:

SPI

A expectativa do governo estadual é que a nova linha registre uma demanda anual superior a 226 milhões de passageiros, consolidando-se como um dos principais eixos estruturantes da rede metroviária paulistana. O projeto também foi concebido para ampliar a integração entre diferentes modos de transporte, com conexões diretas com diversas linhas do sistema.

Estão previstas integrações com a Linha 1-Azul na estação Ana Rosa; com a Linha 2-Verde nas estações Ana Rosa e Anália Franco; com a Linha 4-Amarela em Oscar Freire; com a Linha 10-Turquesa na estação São Carlos; com a Linha 14-Ônix em Santa Marcelina; com a Linha 15-Prata em Cidade Tiradentes; e com a futura Linha 19-Celeste na estação Jardim Paulista, além de conexões com três terminais de ônibus.

Apelidada de “Linha dos Parques”, a Linha 16-Violeta também foi planejada para atender áreas próximas a importantes áreas verdes da capital, como o Parque Ibirapuera, o Parque da Aclimação e o Parque da Independência. A proposta é facilitar o acesso a espaços de lazer e cultura, além de reforçar a conectividade entre diferentes regiões da cidade.

A previsão é que o edital da Parceria Público-Privada (PPP) seja publicado no primeiro semestre de 2026, com leilão e assinatura do contrato previstos para o segundo semestre do mesmo ano.

Via Trolebus