A Prefeitura de Praia Grande se articula para viabilizar a extensão do VLT no município. De acordo com publicação do Jornal A Tribuna, a proposta entrou no radar do Governo do Estado de São Paulo.
“O governador entendeu nossos argumentos e propostas e determinou a elaboração do projeto, para que possamos avançar posteriormente no processo de contratação”, informou a prefeitura, segundo a publicação. Uma reunião entre representantes do município e do estado, incluindo a Artesp, teria confirmado a inclusão do novo trecho na fase de estudos.
O traçado previsto terá cerca de três quilômetros, ligando a Ponte dos Barreiros, em São Vicente, até as proximidades do Terminal Rodoviário e Urbano Tude Bastos, em Praia Grande.
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Segundo a administração municipal, a expansão do VLT poderá atender cerca de 69 mil passageiros por dia — volume equivalente ao deslocamento diário de moradores de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Praia Grande em direção a Santos, São Vicente e Cubatão por meio de 16 linhas intermunicipais de ônibus.
O traçado sugerido descarta a utilização da antiga ferrovia Santos–Cajati, que, de acordo com o prefeito, não atende às necessidades da população da região.
A proposta indica que a ligação entre a Ponte dos Barreiros e o Sítio do Campo deve acompanhar, inicialmente, o eixo da Avenida Vereadora Angelina Pretti da Silva por cerca de 200 metros, antes de realizar uma curva à esquerda. Nesse trecho, os trens passariam por uma estrutura elevada sobre o manguezal, sustentada por pilares de concreto, com a proposta de reduzir impactos sobre a vegetação local.
O trajeto previsto segue entre a Ilha da Hermida e o Mar Pequeno, cruzando o curso d’água que parte da Ilha das Caieiras e passa pelo Balneário Maxland e pela Vila Sônia, até alcançar o Poção São Vicente, nas proximidades do Portinho Ézio Dall’Ácqua.
Após essa travessia, o VLT avançaria por uma área tradicionalmente ocupada por plantações de chuchu desde os primórdios de Praia Grande, até chegar à zona urbana do Sítio do Campo e ao Terminal Tude Bastos, onde está prevista a integração com linhas municipais e intermunicipais de ônibus.
De acordo com o estudo, o traçado é considerado tecnicamente viável e não demandaria desapropriações, o que pode representar um custo menor em relação ao trecho implantado em Santos.




