Consórcios encabeçados pela Odebrecht Engenharia & Construção deverão executar dois dos três trechos previstos para a implantação da futura Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo, que fará a ligação entre a capital paulista e Guarulhos.
O Metrô homologou nesta segunda-feira (9) o resultado das concorrências referentes aos lotes 2 e 3. Além da Odebrecht, integram o grupo as empresas Álya (antiga Queiroz Galvão) e a construtora italiana Ghella.
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O lote 2 abrange o segmento entre as futuras estações Jardim Julieta e Vila Maria, com proposta vencedora no valor de R$ 6,705 bilhões. Já o lote 3 contempla o trecho entre Catumbi e Anhangabaú, adjudicado por R$ 6,896 bilhões. Para ambos os contratos, o prazo de execução é de 75 meses, com previsão de início das obras a partir de 2027. A estimativa é de que os trabalhos sejam concluídos entre 2033 e 2034.
Lote 1
No caso do lote 1, que corresponde ao trecho entre Jardim Julieta e Bosque Maia, a disputa segue marcada por questionamentos judiciais.
A 10ª Vara da Fazenda Pública negou pedido apresentado pelo Consórcio Nove de Julho, que buscava reverter sua inabilitação no processo licitatório. O grupo foi desclassificado após o Metrô entender, na fase de análise de recursos, que a documentação entregue não comprovava a experiência exigida em edital para execução de túneis com tuneladora (TBM) em área urbana.
O Consórcio Nove de Julho é formado pelas empresas chinesas Yellow River, vinculada à Power China, e Highland, além da construtora brasileira Mendes Júnior. O grupo recorreu à Justiça após ser impedido de seguir na disputa pelo primeiro lote da Linha 19-Celeste.
Sobre a Linha 19
A Linha 19-Celeste estabelecerá uma conexão estratégica entre São Paulo e Guarulhos, a segunda maior cidade do estado. Com um trajeto de 17,6 km e 15 estações, o ramal promete reduzir o tempo de viagem em até 60 minutos, beneficiando cerca de 630 mil usuários diariamente.
O projeto prevê uma frota de 31 trens e integração com as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. O investimento total é estimado em R$ 19,5 bilhões, valor que cobre desde as obras civis e desapropriações até a futura aquisição de sistemas e material rodante.










