O diretor executivo da TAV Brasil, Bernardo Figueiredo, afirmou que o início da operação do trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro deverá ocorrer apenas em 2033, um ano depois da previsão inicial. Segundo ele, o cronograma foi impactado principalmente pelos atrasos no licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama. As declarações foram ao site Poder 360.
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O projeto prevê a implantação de uma ferrovia de aproximadamente 417 quilômetros ligando as duas maiores capitais do país. De acordo com Figueiredo, o órgão ambiental levou cerca de um ano e meio além do previsto para concluir a definição dos termos de referência necessários para o avanço do licenciamento, processo que só foi finalizado no fim de 2025.
“O Ibama estava bastante sobrecarregado por conta das demandas relacionadas ao PAC. Isso acabou atrasando a definição dos termos de referência. Em razão disso, será necessário solicitar a prorrogação do prazo para a obtenção da licença prévia”, explicou o executivo.
Com o novo cenário, o início das obras, que inicialmente estava previsto para 2028, pode ser adiado para o final daquele ano ou até mesmo para 2029. Como consequência, a entrada em operação do trem-bala foi reprogramada para 2033.
Bernardo Figueiredo também destacou a falta de apoio do governo federal ao empreendimento. Segundo ele, apesar do respaldo do Ministério dos Transportes, o projeto não foi incluído no Programa de Aceleração de Investimentos (PAC), o que dificulta sua tramitação e priorização dentro da administração pública.
“O Ministério dos Transportes apoia fortemente o projeto, mas o governo como um todo não o trata como prioridade. Mesmo com solicitações formais, o trem de alta velocidade não foi incluído no PAC. Se estivesse, não enfrentaríamos tantas dificuldades, especialmente no licenciamento ambiental”, afirmou.







