China ampliará rede ferroviária com novos trens e horários a partir de 1º de julho
A partir de 1º de julho, a China Railway (CR) colocará em operação 13.302 trens regulares de passageiros e 23.635 trens de carga como parte do novo cronograma nacional. O volume de trens de carga será ampliado em 424 composições, incluindo 193 trens rápidos de carga, dois trens intermunicipais expressos e quatro trens intermodais expressos. Além disso, serão introduzidos 11 trens com destino à Ásia Central pela Ferrovia China-Laos.
A medida visa acompanhar o crescimento da demanda ferroviária, após a CR registrar, entre janeiro e maio, o transporte de 1,86 bilhão de passageiros, um aumento anual de 7,3% — um novo recorde para o sistema.
Como parte da expansão, a estação de Rizhao, totalmente renovada, passará a operar com 34 trens de alta velocidade (EMUs) e 10 trens convencionais. Novos serviços ligarão Rizhao a Pequim, Hangzhou, Shenzhen, Zhengzhou, Wuhan e outras cidades centrais e ocidentais.
Pela primeira vez, as EMUs também operarão de Hohhot para Hankou e Yangzhou, facilitando a conexão entre a Região Autônoma da Mongólia Interior e áreas do centro e leste da China.
O trecho Chongqing Leste – Qianjiang, da futura linha de alta velocidade Chongqing – Xiamen, acaba de concluir testes e passará a contar com 18 trens diários de alta velocidade. Além disso, 32 novos trens serão adicionados ligando Chengdu e Chongqing a cidades centrais como Changsha e Nanchang.
A CR também colocará em circulação novos trens-leito com paradas limitadas, otimizando o tempo de viagem em diversas rotas. Os trens-leito estrearão nas ligações entre:
- Pequim – Chengdu
- Pequim – Guiyang
- Xangai – Chengdu
- Xangai – Yibin
- Taiyuan – Shenzhen
Haverá também reduções no tempo de viagem:
- Pequim – Shenyang: menos 15 minutos (novo tempo: 2h29)
- Nanning – Guiyang: novo tempo de 2h03
- Yinchuan – Chongqing: 9h22 com trens EMU da categoria G
- Xangai – Nanning: trens atualizados da categoria comum para D, reduzindo o tempo para 18h43
Com o novo cronograma, trens com paradas limitadas — que fazem menos paradas e operam com velocidades mais altas — serão expandidos. No trecho Hangzhou – Changsha, na linha de alta velocidade Xangai – Kunming, o número desses trens subirá para 46. Já entre Pequim e Shenyang, serão adicionados 24 trens expressos, e os trens Harbin – Pequim passarão a chegar até a Estação Pequim Oeste, pela primeira vez.
Essa reestruturação da malha ferroviária reforça a posição da China como líder global em transporte ferroviário de alta velocidade e eficiência logística, conectando com mais fluidez grandes centros urbanos e regiões estratégicas.
O Via Trolebus conheceu o trem bala chinês:

🛤️ Mapa e Infográfico: Rede Atual de Alta Velocidade da China
📌 Panorama Geral
- A rede já ultrapassou 48 000 km até o final de 2024, consolidando-se como a maior do mundo (thesun.co.uk, bjreview.com).
- Com previsão de crescimento para 60 000 km até 2030, como parte de uma malha total de 180 000 km até 2030 (railway.supply).
🚄 Corredores Principais
- Oito eixos norte–sul: incluindo rotas emblemáticas como Beijing–Shanghai (1 318 km), Beijing–Guangzhou (2 230 km), Harbin–Hong Kong e Hohhot–Nanning (travelchinaguide.com).
- Oito eixos leste–oeste: entre eles Shanghai–Kunming, Xiamen–Chongqing e Lianyungang–Urumqi (Land Bridge, 3 422 km) .
🌐 Alcance Geográfico
- A rede atende mais de 96% das cidades com população superior a 500 000 habitantes, incluindo Hong Kong (com conexão direta) .
- Permite conexões de curta a longa distância com tempos de viagem entre grandes hubs reduzidos a 1–5 horas.
📈 Impacto e Futuro
- Em 2024, a rede movimentou 4,08 bilhões de passageiros (10,8% a mais que em 2023), além de 3,99 bilhões de toneladas de carga (english.www.gov.cn).
- Investimentos em ferrovias ultrapassaram ¥590 bilhões (~US$82 bilhões) somente em 2025 (railway.supply).
- São implementadas tecnologias modernas: linhas de 350 km/h, interoperabilidade com sistemas ferroviários convencionais e planos ambiciosos até 2035 para atingir 70 000 km de HSR.








