O Bonde Urbano Digital (BUD) concluiu o período de testes entre os terminais de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), em dez meses de operação o veículo funcionou todos os dias, com quatro horários, e fez 633 viagens, percorreu 6.433 quilômetros e transportou 10.879 passageiros.
Durante os testes, a Amep realizou uma pesquisa de satisfação que apontou aprovação de 93,1% dos usuários. Em uma escala de 0 a 10, o BUD recebeu nota média de 8,78.
Contratado pela Amep por meio de uma encomenda tecnológica, modalidade prevista na Lei de Inovação para desenvolver e validar soluções inovadoras pelo poder público, o BUD é descrito pelo governo como o primeiro veículo desse modelo na América do Sul. Segundo a agência, o design moderno e a tecnologia embarcada chamaram a atenção em todo o país e atraíram visitantes de várias regiões do Brasil e de países vizinhos.
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Como o Via Trolebus mostrou, o bonde começou a rodar em 9 de dezembro de 2025. O veículo, de 30 metros e capacidade para até 280 passageiros, não usa trilhos e é guiado por indução magnética instalada no asfalto. A tarifa era a mesma dos ônibus da região, de R$ 5,50.
Nos testes, a Amep avaliou dinâmica, estática, ruído, equipamentos e sistemas de segurança, comunicação e climatização, além do diagrama de operação típico e do consumo de energia. Segundo a agência, esses dados servirão de base para comparar o BUD com outros sistemas e veículos, como o BRT elétrico e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), e poderão ser usados por outros municípios interessados na tecnologia.
O governo estadual relaciona a experiência ao Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Ministério das Cidades com participação da Amep, que sugere novos corredores de ligação metropolitana, especialmente com a capital. Para a Amep, os testes ajudam a avaliar a viabilidade de uma possível implantação definitiva de um sistema desse tipo.
Uma eventual próxima etapa prevê a identificação de eixos com potencial para receber o sistema e a contratação de estudos e projetos para garagens, estações de embarque e desembarque, oficinas de manutenção, centrais de energia, centro de controle operacional e demais obras necessárias. Pelo contrato da encomenda tecnológica, ao fim dos testes o veículo será entregue à fabricante.







