O Metrô de São Paulo assinou o 10º termo aditivo do contrato das obras civis da extensão da Linha 2-Verde no trecho entre a Estação Penha e o VSE Castelo Branco, em Guarulhos. O trecho corresponde a extensão da Linha 2 da Penha até a estação Dutra.
O documento, firmado em 2 de outubro de 2026 com o Consórcio Crasa-Ghella-Consbem, empurra o prazo de execução dos serviços para março de 2032, aumenta o valor do contrato em quase R$ 56 milhões e incorpora 14 novos serviços, entre eles o transporte adicional das aduelas dos túneis e a troca da cobertura metálica ligada à Linha 3.
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O contrato abrange a obra bruta, o acabamento e a via permanente desse lote, que integra o trecho Vila Prudente–Dutra da Linha 2. O consórcio é liderado pela Crasa Infraestrutura e formado também pela Ghella e pela Consbem Construções.
Novos prazos
Com o aditivo, o término da execução dos serviços passou de 21 de fevereiro de 2027 para 31 de março de 2032, um adiamento de cinco anos. Já a vigência contratual foi estendida de 21 de setembro de 2027 para 31 de outubro de 2032.
O termo também substitui a tabela de datas marco do contrato, que chega agora à Revisão 03, e dá ao consórcio 30 dias para apresentar um cronograma de barras revisado do empreendimento para aprovação do Metrô.
A nova tabela registra que o contrato ficou suspenso por 1.699 dias, entre 24 de outubro de 2014 e 18 de junho de 2019, período descontado dos prazos. Pelo documento, a conclusão das obras civis no trecho entre a Estação Penha e o VSE Padre João deve ocorrer em até 3.566 dias a partir da ordem de serviço dos projetos executivos nº 01. No trecho seguinte, entre o VSE Padre João e o VSE Castelo Branco, o prazo é de 3.010 dias contados da ordem de serviço dos projetos executivos nº 02.
A tabela também traz os marcos da tuneladora (TBM) e já adota os novos nomes de duas estações: Gabriela Mistral, antiga Tiquatira, e Fernão Dias, antiga Paulo Freire.
Valor sobe para R$ 1,92 bilhão
O aditivo eleva o valor do contrato em R$ 55.968.814,22, que passa de R$ 1.863.006.670,40 para R$ 1.918.975.484,62. Os valores estão na data-base de julho de 2014, ou seja, sem atualização monetária.
Desse acréscimo, R$ 44 milhões correspondem aos novos serviços incluídos na planilha. O maior deles, de longe, é o transporte adicional de aduelas de concreto para os túneis, orçado em R$ 40,9 milhões. O serviço prevê o deslocamento das peças em carreta prancha, com até quatro aduelas por viagem, entre a fábrica e o local indicado pelo Metrô, e será medido em tonelada por quilômetro. Para o cálculo da distância, será descontada uma quilometragem média de 3,23 km, que já é remunerada em outros itens do contrato.
Cobertura da Linha 3
Outro conjunto de novos serviços trata da substituição da cobertura e do fechamento lateral metálicos da Linha 3, somando cerca de R$ 3 milhões. Estão previstos a desmontagem de 2.190 m² de telhas, o fornecimento e a montagem de cerca de 36 toneladas de estrutura metálica espacial, a instalação de 2.467 m² de novas telhas trapezoidais e 390 m² de fechamento lateral em vidro, destinado à iluminação e ventilação.
Parte desse trabalho, com 636 m² de fechamento lateral, tem preço específico para execução em horário restrito, fora do período de operação comercial do metrô. Segundo as instruções de medição, esse preço só será aplicado quando não for possível fazer o serviço durante a operação. A remoção e a realocação da comunicação visual, da iluminação e de outros sistemas instalados na estrutura existente ficarão por conta do Metrô.
Completam a lista a cravação e a extração de perfis metálicos para escoramento, ancoragens em concreto, perfil hidroexpansivo para vedação de juntas e geodrenos.
Outras mudanças
O aditivo altera ainda a regra de subcontratação: as empresas subcontratadas passam a precisar de cadastro no SICAF, o Sistema de Cadastro de Fornecedores do Governo Federal, em vez de cadastro aprovado pelo próprio Metrô.
O documento também deixa registrado que o termo não significa renúncia do consórcio a pedidos de ressarcimento por custos adicionais decorrentes da prorrogação dos prazos e da longa suspensão do contrato. Esses pedidos, segundo o texto, deverão vir acompanhados de comprovação. Mudanças nas normas do ISSQN que não foram tratadas agora ficam para um aditamento futuro.





