O preço médio do frete rodoviário no Brasil subiu em setembro e chegou a R$ 8,77 por quilômetro rodado, alta de 0,57% em relação a agosto, quando estava em R$ 8,72. Os dados são do Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, calculado com informações da plataforma Repom. Segundo a empresa, os principais fatores foram o aumento do diesel e a demanda aquecida do agronegócio.
De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 subiu 2,70% no mês e chegou à média nacional de R$ 7,24 por litro. O diesel comum teve alta de 1,33%, para R$ 6,84 por litro. A Edenred atribui o avanço dos combustíveis a uma nova escalada do petróleo no mercado internacional, motivada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Como o combustível pesa nos custos da operação, a variação nas bombas afeta diretamente o frete. Outro fator citado é o desempenho das exportações do agronegócio, que exige mais frota disponível.
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A alta acumulada do diesel S-10 também levou a uma atualização regulatória. No fim de setembro, a variação do combustível passou de 5% em algumas regiões, o que aciona o mecanismo da Lei nº 13.703/2018, que prevê reajuste extraordinário dos pisos mínimos de frete quando esse limite é superado. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em 29 de setembro, a Portaria SUROC nº 22, em vigor desde o dia 30, que atualizou o valor de referência do diesel S-10 usado no cálculo dos pisos mínimos. A norma manteve o reforço da fiscalização pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, o mercado de fretes incorporou esses ajustes. Para outubro, ele diz que a expectativa é de uma possível pressão adicional, por causa da atualização da tabela do piso mínimo e do escoamento da safra, que tende a exigir mais transporte disponível.
O IFR é elaborado a partir das cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Mobilidade, ou seja, reflete as operações da própria plataforma. O comunicado não informa a variação acumulada do frete no ano nem o valor dos pisos mínimos após a atualização.







