Um levantamento coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério das Cidades, chegou a contemplar a proposta de implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando Brasília a Luziânia (GO). O projeto, elaborado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), prevê o aproveitamento da malha ferroviária já existente, com trens de tração diesel-hidráulica.
A proposta é que o futuro sistema parta da Rodoferroviária, no Eixo Monumental, e siga até Luziânia, passando por Valparaíso de Goiás. O VLT também contaria com integração ao Metrô do Distrito Federal e ao BRT, ampliando a oferta de transporte coletivo na região.
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Outro aspecto em avaliação é a adequação da ferrovia — atualmente destinada ao transporte de cargas — para uso de passageiros. A operação conjunta vai exigir definições sobre manutenção, divisão de responsabilidades e a convivência entre o concessionário da linha e um futuro operador do VLT.
O custo operacional estimado (Opex) para o trecho entre Brasília e Valparaíso de Goiás é de R$ 2,24 bilhões. As condições atuais da via também representam desafios, já que alguns trechos exigem obras de contenção, reforço e recuperação de taludes.
A Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) já publicou edital para contratar a empresa responsável pelo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do projeto. Há expectativa de que o empreendimento receba recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).
Em atualização mais recente, publicada pelo portal Metrópoles em abril deste ano, o ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, afirmou que o projeto do trem de passageiros entre o Distrito Federal e Goiás já está pronto. Segundo ele, um entrave envolvendo a Rodoferroviária de Brasília foi resolvido recentemente, com a assinatura de um acordo com o Exército para retomada da área pelo Ministério dos Transportes, o que deve viabilizar o início do projeto.
Santoro afirmou ainda que a proposta será enviada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para viabilizar a concessão do serviço. Segundo o ministro, trata-se de um projeto que vai além da obra em si, com potencial de impactar diretamente a qualidade de vida da população que utilizará o novo trem de passageiros.







