O que sabemos sobre o “rodoanel sobre trilhos” da CPTM

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A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está desenvolvendo o projeto do Anel Metropolitano Ferroviário, uma iniciativa estruturante inserida no Plano Estratégico Ferroviário (PEF) e alinhada ao programa “São Paulo nos Trilhos”. O objetivo é fortalecer o transporte sobre trilhos como eixo central da mobilidade, contornando a área central da Região Metropolitana de São Paulo por meio de quatro grandes arcos: Norte, Sul, Leste e Oeste.

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De acordo com o Relatório Integrado de Administração da CPTM, o planejamento foca na consistência econômico-financeira (análises de CAPEX e OPEX) e em definições técnicas de longo prazo, como traçado, demanda e especificações de material rodante, visando elevar o padrão de serviço e a eficiência operacional.

Premissas do Novo Sistema

Segundo nota oficial da CPTM, as novas linhas perimetrais serão projetadas com base no Plano Integrado de Transporte Urbano (PITU). As principais premissas técnicas incluem:

  • Infraestrutura: Utilização de bitola de 1,6 metro e previsão de, no mínimo, três vias em cada trecho (permitindo serviços expressos, regionais e rotas alternativas).
  • Operação: Interoperabilidade total entre as linhas e intervalo mínimo de 3 minutos quando todo o sistema estiver concluído.
  • Status atual: Os estudos preliminares de três das quatro linhas já foram finalizados, e a companhia realiza agora a coleta de dados de mobilidade junto às prefeituras para subsidiar os futuros projetos funcional, básico e executivo.
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Detalhamento das Linhas (Dados Complementares)

O projeto do Anel Metropolitano destaca três ramais com estudos avançados, que juntos prometem transportar mais de 2 milhões de passageiros diariamente:

1. Linha 24-Quartzo

Extensão e Estações: 34 km e 24 estações.

Demanda: 840 mil passageiros por dia.

Cidades: Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Taboão da Serra e São Paulo.

Conexões: Integração com as linhas 8-Diamante, 26-Ametista, 22-Marrom, 4-Amarela, 5-Lilás e 25-Topázio.

2. Linha 25-Topázio

Extensão e Estações: 43 km e 25 estações.

Demanda: 855 mil passageiros por dia.

Cidades: Embu das Artes, São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André.

Conexões: Integração com as linhas 5-Lilás, 24-Quartzo, 9-Esmeralda, 10-Turquesa e 14-Ônix.

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3. Linha 26-Ametista

Extensão e Estações: 41 km e 23 estações.

Demanda: 790 mil passageiros por dia.

Cidades: Osasco e São Paulo.

Conexões: Extensa rede de integração com as linhas 1-Azul, 2-Verde, 6-Laranja, 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 12-Safira, 13-Jade, 14-Ônix, 19-Celeste e 24-Quartzo.

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A CPTM reforça que a expansão assume um caráter de “pirâmide da mobilidade”, priorizando a tecnologia e a infraestrutura para garantir ganhos contínuos de segurança e qualidade para o usuário do sistema metropolitano.

A Linha 14-Ônix fazia parte do arco, sendo o tramo leste. O ramal, no entanto, deixou de ser considerado como trem metropolitanos, passando a ser considerado um Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT, o que acaba inviabilizando intercâmbio de trens entre os outros arcos.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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