O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reafirmou o interesse do Estado na implantação do Bonde Urbano Digital (BUD), mas demonstrou cautela quanto às limitações operacionais do sistema. Em entrevista à rádio Verde FM na última quinta-feira (9), Pivetta comparou o modal ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), projeto originalmente planejado para o aglomerado urbano de Cuiabá e Várzea Grande. As informações são do site Estadão Mato Grosso.
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De acordo com o governador, embora o BUD seja uma tecnologia moderna, ele exige condições de via extremamente rigorosas. “É completamente novo, mas não é muito diferente do VLT. Apesar de ser com pneus, ele precisa de um ambiente de trânsito específico. O asfalto ou o piso precisa ser muito regular. Qualquer deficiência gera problema, porque é um veículo longo e qualquer trepidação causa desconforto em toda a carroceria”, explicou.
Tecnologia e desafios logísticos
O modelo BUD, de fabricação chinesa, já foi adotado em Curitiba no final de 2025. Os veículos são 100% elétricos, possuem cerca de 30 metros de comprimento e capacidade para até 280 passageiros (em configurações maiores, podem chegar a 600). Entre suas vantagens estão a operação bidirecional e a velocidade de até 70 km/h, utilizando as mesmas pistas previstas para o BRT.
No entanto, Pivetta ressaltou pontos que podem dificultar a adoção em Mato Grosso:
Falta de versatilidade: Diferente de um ônibus convencional, o BUD não consegue acessar ruas comuns com facilidade caso precise sair da faixa exclusiva.
Manutenção e peças: Por ser uma tecnologia importada, ainda não há uma cadeia de assistência técnica consolidada no Brasil. “São pneus especiais que não existem no mercado comum. Sabemos o custo inicial, mas não o de manutenção”, ponderou o governador.
Alternativas no mercado nacional
Enquanto técnicos de confiança do Estado acompanham os testes realizados no Paraná, Pivetta não descarta o uso de ônibus urbanos modernos produzidos no Brasil. Segundo ele, o mercado nacional já oferece veículos silenciosos, climatizados e ambientalmente corretos que garantem conforto sem os riscos operacionais de um sistema ainda em fase de maturação tecnológica no país.




