A Rumo, principal operadora ferroviária do país, divulgou seu Relatório Anual de Sustentabilidade 2025, apresentando um balanço que une crescimento operacional a metas ambientais. O documento revela que a companhia movimentou 84,2 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) no último ano, consolidando um aumento de 5,4% no transporte de produtos do agronegócio em comparação a 2024.
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Este desempenho foi sustentado por investimentos em infraestrutura e tecnologia, que permitiram a operação de composições mais produtivas. O destaque foi a transição para trens de 135 vagões (ante os 120 utilizados anteriormente) e o aumento da capacidade de carga por unidade, resultando em ganhos diretos de eficiência energética. Segundo Felipe Saraiva, gerente executivo de Relações com Investidores e Sustentabilidade, a trajetória de investimentos visa fortalecer o papel estratégico da ferrovia em transportes de longa distância.
Descarbonização e Logística
No campo ambiental, a operação ferroviária da Rumo evitou a emissão de cerca de 7 milhões de toneladas de CO2 em 2025, na comparação com o transporte rodoviário equivalente. A empresa também registrou uma queda de 3% nas suas emissões específicas por TKU.
Saraiva destacou ainda a flexibilidade da companhia para lidar com as mudanças no calendário agrícola em 2025. Com a comercialização mais lenta das commodities, a Rumo precisou adaptar sua logística para transportar soja, milho e farelo de forma simultânea, rompendo com o fluxo histórico que seguia rigidamente as janelas de colheita.
Expansão em Mato Grosso e São Paulo
A infraestrutura teve avanços significativos com a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), o maior projeto greenfield do setor no Brasil. Ao final de 2025, o primeiro trecho alcançou 80% de conclusão. A previsão é que, já em 2026, seja inaugurado o primeiro terminal rodoferroviário da FMT às margens da BR-070, conectando a produção mato-grossense ao Porto de Santos. Na Malha Paulista, a operadora deu continuidade às obras previstas no acordo de renovação da concessão, focando em segurança viária e mobilidade urbana nos municípios cortados pelos trilhos.
Segurança e Diversidade
O relatório aponta melhorias nos indicadores sociais, com a taxa de acidentes com afastamento (LTIF) recuando para 0,37 — uma redução de 25% nas ocorrências totais. No pilar de diversidade, a presença feminina na força de trabalho subiu para 18%, sendo que as mulheres já ocupam 32% dos cargos de liderança na companhia.










