A história do bonde que operava no Guarujá

Com uma população de 322.750 habitantes (dados de 2020), o Guarujá ocupa o posto de terceira cidade mais populosa da Baixada Santista, ficando atrás apenas de Santos e São Vicente. Atualmente, a mobilidade local depende do transporte individual, do sistema de ônibus ou de meios ativos, o que gera sérios gargalos e congestionamentos, especialmente durante a temporada de veraneio.

Entretanto, a cidade já contou com uma alternativa sobre trilhos. Trata-se do Tramway do Guarujá, uma linha de bonde inaugurada em 2 de setembro de 1893. Naquela época, o distrito ainda pertencia ao município de Santos. O trajeto principal conectava a região de Itapema (onde hoje fica Vicente de Carvalho) à Praia das Pitangueiras.

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A iniciativa partiu do empresário Elias Fausto Pacheco Jordão, que fundou a Companhia Balneária da Ilha de Santo Amaro no final do século XIX. O projeto incluía tanto a construção do luxuoso Grande Hotel de la Plage, nas Pitangueiras, quanto a implementação de uma ferrovia em bitola métrica para atender ao balneário.

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A rede possuía estações estratégicas em Itapema — ponto de chegada das barcas vindas de Santos — e no centro do Guarujá, além da parada intermediária de Bento Pedro e outros ramais secundários. Em seu auge, o sistema alcançou 15 quilômetros de extensão total, compostos por uma linha tronco de 9 km e dois ramais de 3 km cada. O traçado principal da linha seguia o caminho onde atualmente se localiza a Avenida Santos Dumont.

O serviço operou de forma contínua até ser desativado definitivamente em 1956. Como os bondes ainda apresentavam boas condições de conservação, as unidades foram transferidas para a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ).

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