O setor ferroviário brasileiro encerrou 2025 com um marco histórico: a movimentação de cargas atingiu 555,48 milhões de toneladas úteis (TU), uma alta de 2,57% em relação ao ano anterior. O resultado, divulgado pelo Ministério dos Transportes, reflete o terceiro recorde consecutivo do modal, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelo minério de ferro.
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De acordo com levantamento da Infra S.A., o setor agrícola liderou o crescimento com avanço de 4,62%. O minério de ferro, no entanto, mantém o protagonismo absoluto em volume, somando 401,35 milhões de TU. Segundo o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, o desempenho é fruto de previsibilidade regulatória e diálogo com o mercado, consolidando o trem como infraestrutura crucial para o desenvolvimento econômico e a redução de emissões de gases poluentes.
Projeção de R$ 140 bilhões em investimentos para 2026
Para este ano, o Governo Federal planeja acelerar ainda mais o setor. Estão previstos R$ 140 bilhões em investimentos por meio de oito leilões programados até dezembro. A estratégia faz parte da nova Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, que busca destravar projetos e estabelecer soluções logísticas para malhas em fim de contrato, como a Malha Sul, Malha Oeste e a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
Outra frente estratégica mencionada pela pasta é a retomada de trechos ociosos. O Ministério encaminhou à ANTT diretrizes para o primeiro chamamento público, focado no Corredor Minas–Rio. A iniciativa visa servir de modelo para reativar até 10 mil quilômetros de ferrovias em todo o país.






