O contrato de concessão com a Next Mobilidade pode sofrer caducidade por conta dos atrasos das obras do BRT ABC, de acordo com declarações do governador Tarcísio de Freitas nesta quarta-feira, 11 de março de 2026.
Na prática, a caducidade é a extinção do contrato por descumruprimento de obrigações. O sistema de média capacidade, anunciado em 2019 com prazo inicial de entrega em 18 meses, ainda não saiu do papel. O governador voltou a afirmar que há atrasos e que a empresa não deve conseguir cumprir novos prazos, como a entrega do corredor de ônibus até a conexão com a Linha 2-Verde.
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“A gente deve encaminhar para uma decretação de caducidade. A gente tem um acordo que não está sendo honrado, não está sendo cumprido. Foi feita uma prorrogação da concessão daquela bacia de transporte levando-se em consideração que havia uma vantajosidade e que estava justamente no benefício do investimento que deveria ser feito no BRT”, explicou o governador.
A Next Mobilidade opera a Área 5 da extinta EMTU, além do corredor de trólebus do ABD. Em nota enviada ao Via Trolebus, a empresa afirma que há cerca de 900 trabalhadores na obra e atribuiu os atrasos à demora de licenças ambientais:
“A Next Mobilidade informa que as obras do BRT ABC estão em andamento com cerca de 900 trabalhadores na obra, em dois turnos, inclusive aos finais de semana. A Next Mobilidade respeita a declaração do governador Tarcísio de Freitas, porém informa que as obras do corredor BRT ABC foram iniciadas conforme ocorreram as liberações das licenças ambientais necessárias e obrigatórias, bem como os serviços prestados por empresas concessionárias, tais como Sabesp, Comgás, Enel, Petrobras e SP Águas.”
Como exemplo, a empresa cita ainda atrasos de serviços prestados pela concessionária Enel: na Praça dos Andarilhos, a remoção de rede necessária para a construção do viaduto Mauá levou cerca de 510 dias para ser realizada. Outro exemplo foi o atraso na remoção de redes aéreas da Enel que afetou as obras da Rua Abraão Braga, onde o serviço levou 503 dias para ser concluído. Já na Rua do Grito, em São Paulo, o atraso foi de 499 dias.






