Ferrovia na Baixada Santista: O antigo ramal Santos-Piaçaguera

A ligação entre as cidades de Santos e Cubatão, na Baixada Santista, possui um histórico relevante de transporte ferroviário, tendo sido conectada por dois modelos distintos de serviços de passageiros voltados tanto ao uso industrial quanto ao público geral.

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O Trem da Cosipa: Solução para a Expansão Industrial

A Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), idealizada em 1953 e inaugurada oficialmente em 1963, passou por um crescimento acelerado nas décadas de 70 e 80. Para suprir a necessidade de deslocamento dos seus funcionários, a empresa implementou um sistema de transporte de média capacidade em 1978.

Através de um contrato com a RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), a siderúrgica operou uma composição que começou com quatro carros e, em 1979, foi ampliada para oito. O serviço utilizava o célebre “Trem Húngaro”, que percorria os 19 quilômetros entre Santos e a usina em Cubatão. Com seis viagens diárias (três em cada turno de pico), o sistema chegava a transportar mais de 1.600 trabalhadores por dia.

Integração com o ABC e outros serviços

Além da conexão com Santos, a Cosipa utilizou, entre 1982 e 1983, um serviço que ligava a unidade de Piaçaguera ao ABC Paulista. Essa operação era realizada por uma Litorina Budd composta por três carros, que chegava à usina no início da manhã e retornava no fim da tarde.

Enquanto os serviços fretados pela Cosipa foram encerrados em 1992, o morador da região contou por décadas com outra opção: o trem de subúrbio Santos-Piaçaguera. Esse ramal, voltado ao passageiro comum, manteve-se ativo entre 1962 e 1996, marcando o fim de uma era de transporte ferroviário regular entre as duas cidades.

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