Em uma sessão histórica realizada nesta quinta-feira (5), a Prefeitura de Campinas definiu as empresas que operarão o sistema de transporte coletivo da cidade pelos próximos 15 anos. A disputa, marcada por lances presenciais e deságios significativos, dividiu o atendimento da cidade em dois grandes lotes operacionais.
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O Lote Sul (regiões Leste, Sul e Sudoeste) foi arrematado pela empresa Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda, que ofereceu uma tarifa de remuneração de R$ 9,54, apresentando um deságio de 14,90% em relação ao valor inicial. Já o Lote Norte (regiões Norte, Oeste e Noroeste) ficou sob responsabilidade do Consórcio Grande Campinas, que venceu a concorrência com a proposta de R$ 9,49, um deságio de 19,30%.
O prefeito Dário Saadi classificou o leilão como o maior já realizado no setor em Campinas. “A disputa pela operação mostra a transparência e a seriedade dessa licitação, o que se reverterá em qualidade para o usuário”, afirmou. O presidente da Emdec, Vinicius Riverete, destacou que a nova concessão trará maior previsibilidade e incremento tecnológico ao sistema.
Investimentos e Sustentabilidade
O novo contrato prevê investimentos pesados para modernizar o atendimento ao passageiro:
- Renovação da Frota: Investimento de R$ 1,7 bilhão em 15 anos.
- Ônibus Elétricos: Introdução de, no mínimo, 60 veículos elétricos já nos primeiros anos, além de modelos Euro 6.
- Tecnologia e Terminais: Aporte de R$ 1,9 bilhão em tecnologia embarcada e melhorias em terminais e estações do BRT.
Bilhetagem: Criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com governança compartilhada entre empresas e a Emdec para garantir transparência financeira.
A remuneração das empresas será atrelada ao desempenho, com metas rígidas de pontualidade, limpeza e qualidade da operação. O PAI-Serviço, voltado a pessoas com deficiência, também faz parte da nova concessão.








