Além de novas linhas de metrô, BH projeta VLT

Nesta segunda-feira (9), o Governo de Minas Gerais oficializou o início dos estudos técnicos para as linhas 3 e 4 do metrô de Belo Horizonte, sinalizando um novo capítulo para a mobilidade urbana regional. Dentro das diretrizes de expansão, destaca-se a integração com sistemas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com base no Plano de Investimentos da RMBH, detalhamos três projetos fundamentais de trens leves previstos para otimizar o transporte entre a capital e os municípios vizinhos.

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O planejamento projeta a introdução de sistemas ferroviários de média capacidade para oferecer alternativas de alta tecnologia e eficiência energética. Um dos projetos centrais é o Metrô Leve-BH, planejado para conectar o bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital, ao município de Ribeirão das Neves. O traçado proposto possui extensão aproximada de 11,5 km e deve percorrer vias estratégicas como a Avenida Dom Pedro II e a Avenida Tancredo Neves, integrando-se à rodovia LMG-806. Atualmente em fase de anteprojeto, a estimativa de entrega para esta infraestrutura é o horizonte de 2042.

BNDES

Outra iniciativa estratégica é a implantação do Anel Urbano, um sistema de VLT com cerca de 38,7 km de extensão. O objetivo deste ramal é realizar uma ligação direta entre Contagem e Santa Luzia, passando pela região Norte de Belo Horizonte e pelo município de Vespasiano. O projeto, ainda em etapa de concepção, prevê um trajeto que atenda a Cidade Administrativa de Minas Gerais e o bairro Venda Nova, consolidando um cinturão de transporte coletivo na porção norte da metrópole.

BNDES

Para o eixo oeste, a Linha 4: Eldorado–Betim surge como um prolongamento tecnológico do sistema atual. O plano prevê que a Linha 1-Azul do metrô seja estendida por 3,4 km até a Avenida João César de Oliveira, em Contagem. A partir desse ponto, o serviço prosseguiria por mais 19,2 km utilizando tecnologia de VLT até o centro de Betim, totalizando 16 estações exclusivas para este modal. O custo estimado para a implantação deste trecho específico é de R$ 2,73 bilhões.

Conforme detalhado no Plano de Investimentos da RMBH, esses projetos visam reestruturar a rede em um modelo tronco-alimentado. Nesse sistema, os trilhos assumem a função estruturante, reduzindo a dependência de ônibus em trajetos longos e diminuindo significativamente os tempos de viagem. A viabilização dessas infraestruturas é considerada essencial para suportar a demanda crescente e promover uma mobilidade urbana sustentável em toda a região metropolitana.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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