O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) classificou como prioritários cinco terminais ferroviários administrados pela Infra S.A. ao longo da Ferrovia Norte-Sul (FNS), segundo nota da agencia. Localizados em áreas estratégicas do Tocantins, nos municípios de Palmeirante e Porto Nacional, os empreendimentos passam a ter caminho aberto para a atualização de seus contratos, iniciativa que pode atrair cerca de R$ 150 milhões em aportes da iniciativa privada.
A partir dessa qualificação, caberá à Infra S.A. elaborar estudos técnicos, econômicos e operacionais para definir o modelo mais adequado para cada terminal. As análises irão indicar se os ativos deverão ser submetidos a novas licitações ou se haverá a possibilidade de prorrogação contratual com as atuais concessionárias, desde que comprovada a vantagem dessa alternativa.
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Os levantamentos também vão apontar os investimentos necessários para ampliar a capacidade operacional e elevar a eficiência dos corredores de exportação. A expectativa é de impacto positivo na competitividade do agronegócio e no fortalecimento da logística ferroviária brasileira.
Segundo o diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, a modernização contratual deve contribuir para o aumento das receitas da estatal e criar um ambiente mais favorável à atração de novos investimentos no setor. Para ele, a iniciativa permite estruturar projetos mais eficientes e com maior segurança jurídica para os investidores.
Já o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, avalia que a decisão reforça o papel da empresa como agente de desenvolvimento regional e integração logística. De acordo com Bastos, os terminais ferroviários são estratégicos para o escoamento da produção agroindustrial e para a consolidação da Ferrovia Norte-Sul como principal eixo do transporte de cargas no país.
Atualmente, a Infra S.A. administra 15 contratos de terminais de carga distribuídos pelos estados do Tocantins, Goiás e Maranhão, todos interligados à Ferrovia Norte-Sul. Esses ativos são utilizados para a movimentação de combustíveis, grãos e produtos químicos, atendendo cadeias produtivas relevantes do agronegócio nacional.
Os terminais atendem empresas dos setores logístico, energético e agroindustrial, como Granel Química, Raízen, Vibra, Cargill, Bunge, Agrex (Grupo Mitsubishi) e NovaAgri (Grupo Toyota). Juntas, essas operações somam uma movimentação anual superior a 4,7 milhões de toneladas de cargas.






