Os sindicatos que representam os ferroviários e engenheiros em São Paulo divulgaram, na última quinta-feira (6), um informativo conjunto com esclarecimentos sobre o processo de cessão de trabalhadores da CPTM para o Metrô de São Paulo, especificamente para atuação na Linha 17-Ouro. O trabalho pode ser iniciado ainda nesta semana.
O ramal foi concedido para a ViaMobilidade, mas conforme antecipou o Via Trolebus em outubro de 2025. A Linha 17 pode ser entregue para os passageiros em março, e posteriormente deve ser repassada para a Motiva.
De acordo com o documento, foi firmado um convênio inicial entre a CPTM e o Metrô, com validade de 12 meses, prevendo, neste primeiro momento, a cessão de 56 trabalhadores da CPTM. O acordo poderá ser ampliado futuramente, conforme novas demandas do Metrô, mantendo os mesmos critérios e condições estabelecidos inicialmente.
Os trabalhadores cedidos atuarão em escala 5×2, de segunda a sexta-feira, durante o período de operação assistida da Linha 17-Ouro, atualmente previsto para seguir até outubro. Segundo o comunicado, qualquer alteração nessa escala dependerá de concordância da CPTM e só poderá ocorrer em caso de necessidade operacional devidamente justificada.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade urbana:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
O informativo reforça que os profissionais permanecerão vinculados à CPTM, com manutenção integral de salários, benefícios, direitos e acessos já existentes. O Metrô ficará responsável pelo fornecimento de uniformes, equipamentos de proteção individual (EPIs) e crachás. Não haverá recolhimento de bilhetes de serviço durante o período de cessão.
Caso algum trabalhador não se adapte às novas atividades, o acordo garante o retorno ao posto de origem na CPTM, sem prejuízo funcional, salarial ou de direitos. A interlocução entre os trabalhadores cedidos e a companhia será feita por um responsável já designado, que atua em processos semelhantes de cessão para outros órgãos.
O comunicado também apresenta um panorama do contexto atual da CPTM, que conta com cerca de 120 trabalhadores na Linha 7 e aproximadamente 450 profissionais nas Linhas 11, 12 e 13. Inicialmente, 56 trabalhadores dessas linhas serão cedidos ao Metrô. O texto informa ainda que o Metrô pretende abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV), o que pode gerar novas vagas e influenciar futuras demandas por cessões.
Segundo os sindicatos, a iniciativa está relacionada à falta de concursos públicos e à redução do quadro de funcionários do Metrô, fatores que levaram a Secretaria de Transportes a avaliar e implementar a cessão de trabalhadores da CPTM.
As entidades sindicais afirmam que o processo é resultado do trabalho contínuo da categoria ferroviária, destacando o reconhecimento do desempenho dos trabalhadores da CPTM. O documento ressalta ainda que todos os profissionais dos setores indicados terão a opção de manifestar interesse ou não na cessão.
Por fim, os sindicatos reforçam que seguirão acompanhando e fiscalizando todo o processo, com o objetivo de garantir a preservação dos empregos e dos direitos dos trabalhadores envolvidos, destacando que a cessão é apenas um primeiro passo dentro de um acompanhamento permanente da situação.






