Em estado de greve, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo se reúne nesta quarta-feira para definir os rumos das reivindicações da categoria. O estágio atual pode anteceder uma paralisação, caso os trabalhadores decidam aprovar a greve.
Depois que o Metrô, segundo o Sindicato dos Metroviários, se recusou a negociar o Plano de Carreira — incluindo pontos como a extensão do pagamento dos STEPs a todos os empregados, a resistência à terceirização da manutenção e a realização de concurso público para novas contratações — a categoria aprovou, em assembleia, a continuidade do boicote ao plano e declarou estado de greve.
A medida busca pressionar a companhia a retomar as negociações e, na avaliação dos trabalhadores, abandonar uma postura vista como autoritária, passando a considerar as demandas apresentadas. A categoria defende a elaboração de um Plano de Carreira que considere adequado e que, segundo o sindicato, não contribua para a descaracterização do metrô como empresa pública.
PDI à vista
De acordo com o site da entidade, parte dos funcionários pretende deixar a Companhia e aguarda uma oportunidade mais vantajosa por meio do Programa de Demissão Incentivada (PDI). O sindicato afirma que, desde 2016, o Metrô abriu três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco PDIs, mas não realizou nenhum concurso público no período. Segundo a entidade, isso representa uma década de desligamentos sem reposição de pessoal.
Para o sindicato, a medida configura uma estratégia de esvaziamento da empresa pública, ao reduzir o quadro próprio e ampliar a terceirização como alternativa para ocupar postos e funções deixados pelos desligamentos.
A entidade também critica a abertura de novas inscrições para o PDI sem que as demissões do programa anterior tenham sido efetivadas, o que, segundo o sindicato, deixa trabalhadores inscritos em situação indefinida.









