A Cetesb concedeu a Licença Ambiental Prévia nº 3053 para o projeto de extensão da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, conforme publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta terça-feira (24).
A autorização foi emitida em 13 de fevereiro de 2026 em favor da concessionária responsável pela operação das linhas 5 e 17 do Metrô e tem validade de cinco anos a partir da data de emissão. O empreendimento está localizado no município de São Paulo.
Segundo o documento, o processo de licenciamento ambiental tramita sob o número 251/2022 (CETESB.074693/2022-10.
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Inicialmente programada para ter as obras iniciadas em 2025, a ampliação no trecho entre Capão Redondo e Jardim Ângela, teve o cronograma revisto e agora deve sair do papel apenas em 2026. A atualização foi apresentada pelo secretário de Parcerias e Investimentos, Rafael Benini, durante uma audiência de prestação de contas na Assembleia Legislativa de São Paulo, que tratou de temas ligados à infraestrutura e aos investimentos estaduais.
Segundo o secretário, a mudança no prazo ocorreu após alterações no projeto feitas pela Prefeitura. A proposta original previa a implantação do trecho em superfície, mas o traçado foi revisto e passou a ser subterrâneo em parte do percurso, o que exigiu a reformulação dos estudos técnicos e do projeto executivo. Com isso, o processo acabou demandando mais tempo. Ainda de acordo com Benini, a licitação para contratação da empresa responsável pelas obras está prevista para setembro, com expectativa de início dos trabalhos no começo do ano seguinte.
O prolongamento da linha deverá contar com duas novas estações: Jardim Ângela, que será construída no subsolo, e Comendador Sant’Anna, prevista em estrutura elevada. O empreendimento também inclui a implantação de três poços de ventilação e saída de emergência, além de um terminal para integração com linhas de ônibus urbanos.
Pelo projeto atualizado, a estação Jardim Ângela será implantada ao lado do terminal de ônibus de mesmo nome, com plataformas laterais em área totalmente subterrânea. O novo trecho terá 4.913 metros de extensão, sendo 2.082 metros em elevado, 198 metros em vala aberta e 2.633 metros em túnel. A alteração no traçado ocorreu após a retirada do prolongamento da Avenida Carlos Caldeira Filho do escopo da obra, o que levou à exclusão da construção da pista norte do binário viário que estava prevista no licenciamento ambiental original.





