Brasil e Reino Unido vão ampliar a cooperação técnica no setor ferroviário. O Ministério dos Transportes firmou, nesta quinta-feira (12), em Brasília, um memorando de entendimento com a Crossrail International Limited, vinculada ao Departamento de Transportes britânico, para fortalecer o intercâmbio de conhecimento e a colaboração em eficiência logística.
Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a iniciativa reforça o compromisso do Brasil com boas práticas, planejamento responsável e ambientes regulatórios estáveis — fatores considerados essenciais para atrair investimentos e estruturar projetos de longo prazo no setor.
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O acordo define diretrizes para a troca de experiências em áreas como planejamento, governança, regulação, sustentabilidade, segurança operacional e desenvolvimento de modelos de financiamento para infraestrutura ferroviária. O documento também prevê um canal de diálogo com outras instituições públicas do Reino Unido, entre elas a UK Export Finance, o Office of Rail and Road, a Transport for London e a Network Rail.
De acordo com o diretor de desenvolvimento da Crossrail International, Mark Lench, o memorando marca o início de uma etapa mais estruturada de cooperação entre os dois países, com a disponibilização de expertise britânica para apoiar projetos ferroviários no Brasil e fomentar uma parceria de longo prazo.
Expansão dos investimentos
A parceria é firmada em um momento de fortalecimento dos investimentos em ferrovias no país. A Política Nacional de Concessões Ferroviárias, lançada em novembro de 2025, organizou uma carteira de projetos que supera 9 mil quilômetros de extensão.
A expectativa do governo é realizar oito leilões, com potencial de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos iniciais e movimentar até R$ 600 bilhões ao longo dos contratos. Entre os empreendimentos previstos estão o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão, o Corredor Leste-Oeste, a Malha Oeste e corredores da Malha Sul.
Para o setor produtivo, o cenário é de avanço operacional. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, o transporte ferroviário de cargas vem registrando recordes de produção, queda no número de acidentes e ganhos de eficiência.
Projetos estratégicos
O ritmo das obras também tem avançado. A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) superou 35% de execução em 2025 e é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola, ao conectar Goiás a Mato Grosso e integrar-se à Ferrovia Norte-Sul.
Além da carga, o Ministério dos Transportes avança na agenda de transporte de passageiros. A pasta mapeou trechos com potencial para operação regular ou eventual e selecionou seis projetos prioritários. Entre eles está o eixo Brasília – Luziânia, que se encontra em fase final de elaboração.
A cerimônia contou com a presença da presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, Ana Patrizia Lira; do secretário-adjunto do Ministério do Planejamento e Orçamento, Marcelo Moreira; e do conselheiro de Clima, Natureza e Energia da Embaixada do Reino Unido no Brasil, Graham Knight.







