A Prefeitura de São Paulo autorizou a contratação de uma empresa especializada para a realização de estudos técnicos voltados à expansão do Sistema de Transporte Público Hidroviário (STPH-SP). A informação consta em comunicado divulgado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira.
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De acordo com a São Paulo Transporte S/A (SPTrans), a Diretoria Plena da empresa aprovou a contratação da SMS Engenharia e Geotecnia Ltda. para a execução de levantamentos hidrográficos batimétricos multifeixe em áreas dos reservatórios Billings e Guarapiranga. Os estudos têm como objetivo mapear as condições do fundo dos reservatórios e subsidiar o planejamento da ampliação do transporte hidroviário na capital paulista.
O contrato tem valor total de R$ 2.934.279,95 e prazo de execução de oito meses, contados a partir da data de assinatura. A contratação será realizada com base na Ata de Registro de Preços nº 001/2025, decorrente do Pregão Eletrônico nº 90005/2025, conduzido pela São Paulo Obras (SPObras).
Segundo o comunicado, a autorização segue os termos da Resolução de Diretoria nº 170/2025, de 4 de dezembro de 2025, e está amparada na Lei Federal nº 13.303/2016, em conjunto com o artigo 244 do Regulamento Interno de Licitações e Contratos (RILC) da SPTrans.
Projeto pode fazer parte de um plano maior
A prefeitura de São Paulo tem planos de expandir o modal aquático para várias regiões, em um plano a longo prazo. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo realizou, em 2024, uma audiência pública para apresentar e debater o Plano Municipal Hidroviário da capital.
A proposta prevê a transformação de represas e cursos d’água do município em corredores de uso múltiplo, voltados à navegação urbana tanto para o transporte de passageiros, com foco turístico, quanto para atividades de caráter comercial.
Batizado de PlanHidro SP, o plano estabelece como meta, ao longo da próxima década, a implantação de rotas fluviais nas regiões leste, sul, sudoeste, oeste e também na área central da cidade. As hidrovias previstas incluem o Reservatório Billings, o Reservatório Guarapiranga, os canais superior e inferior do Rio Pinheiros, além dos canais central e leste do Rio Tietê e dos canais do Rio Tamanduateí.
Além da utilização para transporte de pessoas, turismo e movimentação de cargas, o plano prevê um investimento estimado, em valores atuais, superior a R$ 2,3 bilhões. Os recursos também devem viabilizar a implantação de ecopontos, áreas verdes, passarelas sobre os rios, novas travessias e a integração com o sistema de transporte sobre trilhos, como ocorre ao longo da Linha 9-Esmeralda, que acompanha o leito do Rio Pinheiros.










