Metrô prepara desapropriações para a Linha 22 (SP-Cotia)

Metrô de São Paulo

No encerramento de 2025, o Via Trolebus informou que 2026 tende a ser um ano-chave para a futura Linha 22-Marrom do Metrô, projeto que prevê a ligação entre Cotia, Osasco e São Paulo.

A principal expectativa está na contratação do projeto básico, fase considerada essencial para o avanço do empreendimento. Segundo declarações recentes do governador Tarcísio de Freitas, essa etapa pode ser formalizada nas próximas semanas.

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Paralelamente, o Metrô de São Paulo assinou contrato com a empresa CTA Consultoria Técnica e Assessoria para a realização de estudos técnicos voltados à análise de áreas que deverão ser desapropriadas para a implantação da Linha 22-Marrom. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de seis meses.

O contrato tem valor total de R$ 56 mil e abrange áreas destinadas ao Pátio Boa Vista, além das futuras estações Sumaré, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, Hospital Universitário, Rio Pequeno, Reserva Raposo e Granja Viana. Também estão incluídos terrenos previstos para estruturas operacionais, como poços de ventilação e saídas de emergência.

Novo ramal “diferente”

Como já havia sido divulgado em outubro por este site, o Metrô de São Paulo finalizou o anteprojeto de engenharia da nova linha. Segundo o governador, o edital para a contratação do projeto básico pode ser publicado ainda neste ano. Esses dados já tinham sido apresentados anteriormente durante o Programa de Inteligência Corporativa (PIC), evento interno da companhia ao qual o Via Trolebus teve acesso.

A Linha 22-Marrom está planejada para operar com intervalos de até 123 segundos, com possibilidade de redução para 100 segundos nos momentos de maior demanda, além de capacidade superior a 45 mil passageiros por hora em cada sentido. A frota prevista contará com 48 trens, cada um com cinco carros, menores e mais compactos do que os modelos utilizados nas linhas mais antigas do Metrô.

O sistema de alimentação elétrica deverá ser por terceiro trilho, mesmo padrão adotado nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Já o interior dos trens seguirá o modelo de assentos longitudinais, configuração bastante comum em redes metroviárias da Ásia.

As estações terão porte mais enxuto, com plataformas de 110 metros, abaixo dos 132 metros previstos em projetos mais recentes. A maior parte do traçado deverá ser executada com o uso de tuneladoras. De acordo com o Metrô, o trecho entre as futuras estações Parque Alexandria e Sumaré será escavado com tatuzões, enquanto o segmento restante, até Cotia, deverá ser construído pelo método NATM.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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