O monotrilho da Linha 15-Prata atualmente liga a estação Vila Prudente ao Jardim Colonial, e está em obras de expansão nas duas extremidades: de Vila Prudente até Ipiranga e de Jardim Colonial até Jacu-Pêssego.
O traçado original, no entanto, previa a extensão até o Hospital Cidade Tiradentes. Apesar de parte da grande imprensa ter divulgado que essa ampliação teria sido cancelada, o prolongamento até um dos distritos mais populosos da capital — Cidade Tiradentes, o 15º entre os 95 distritos paulistanos — ainda está previsto nos planos do Metrô.
Essa extensão e seu cronograma estão incluídos no “Estudo Nacional de Mobilidade Urbana: Desenvolvimento do Transporte Público de Média e Alta Capacidade nas principais Regiões Metropolitanas do país” (ENMU), uma iniciativa conjunta do BNDES e do Ministério das Cidades, no âmbito de um Acordo de Cooperação Técnica.
O documento já revelou uma série de informações abordadas em reportagens aqui no Via Trolebus:
- BNDES cita detalhes da Linha 25 da CPTM (Embu-São Bernardo)
- Estudo aponta Linha 6 em Vila Clarice e novos trens
- BNDES projeta mais 147 km de metrô em SP
“Cidade Tiradentes é uma das áreas mais periféricas e populosas da capital paulista, conhecida por suas dificuldades de acesso ao restante da cidade e da RMSP. O novo ramal da Linha 15-Prata monotrilho oferecerá uma alternativa rápida e eficiente para conectar os moradores do extremo leste da capital ao sistema metroferroviário e a outras regiões da cidade, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento”, cita o documento.
Para a elaboração do plano — que tem como objetivo listar os principais projetos de mobilidade no país — foram realizadas interações com a equipe da STM. A extensão está em fase de projetos, com o projeto básico já concluído e inauguração prevista para o ano de 2035.
Entretanto, o trecho entre Jacu-Pêssego e o Hospital Cidade Tiradentes ainda está em análise, pois depende de ações conjuntas com a Prefeitura de São Paulo, especialmente no que diz respeito ao alargamento da Estrada do Iguatemi.
O estudo também indica que será necessário adquirir mais 8 trens para operar na nova extensão. O custo total da obra está estimado em R$ 3.468,06 milhões, com uma demanda prevista de 478.222 passageiros por dia.





