Em seu primeiro mandato à frente da Prefeitura de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes havia prometido 2.600 ônibus elétricos até o final de 2024. No entanto, ao término de sua gestão, a cidade conta com menos de 500 veículos movidos a bateria.
A meta de substituição da frota por veículos menos poluentes acabou sendo alterada. Em dezembro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 825/2024, de autoria do vereador Milton Leite (União), que eliminou a meta intermediária de transição dos ônibus do transporte público para tecnologias de baixo carbono.
Já em janeiro, a lei foi sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes. Embora mantenha a meta final de descarbonização até 2038, a legislação flexibiliza algumas exigências intermediárias, gerando debates sobre seus impactos ambientais e sociais.

Nesta semana, a administração municipal divulgou seu plano para a substituição da frota por tecnologias menos poluentes. De acordo com a Meta 6, a cidade pretende substituir 2.200 ônibus a diesel por veículos com matriz energética mais limpa, reforçando o compromisso com a preservação ambiental.
Entre os modelos previstos, estão ônibus elétricos a bateria e veículos movidos a gás natural. No caso dos elétricos, há um impasse entre a Enel e a Prefeitura. A concessionária informou que concluiu obras de infraestrutura para seis operadoras em 2024 e, nos dois primeiros meses de 2025, finalizou serviços para outras oito empresas.
Já Ricardo Nunes declarou à imprensa que, apesar de a Prefeitura dispor de R$ 6 bilhões para a renovação da frota, os avanços estão abaixo do esperado devido à demora na instalação das redes de abastecimento.