Linha 19-Celeste do Metrô terá quatro estacionamentos para trens

Renato Lobo | Via Trolebus

 

As linhas de metrô contam com retornos e desvios que auxiliam na operação, permitindo maior flexibilidade no funcionamento do sistema. Esse será o caso da futura Linha 19-Celeste, que, em sua primeira fase, conectará as estações Anhangabaú, no centro de São Paulo, e Bosque Maia, em Guarulhos.

O edital das obras foi publicado nesta semana, e o governo estadual prevê o início da construção em 2026. Segundo os documentos, a linha contará com até quatro áreas para estacionamento de trens.

Os retornos operacionais têm a função de tornar a operação mais dinâmica, possibilitando a variação dos intervalos entre os trens ao longo do trajeto. De acordo com o edital, esses retornos estarão presentes nas estações Jardim Julieta e Pari na primeira fase da linha e na futura estação Parque do Ibirapuera, já na etapa final do projeto.

Na Estação Pari, o retorno operacional será composto por duas vias adicionais, situadas paralelamente às vias principais – uma de cada lado –, conectadas por Aparelhos de Mudança de Via (AMVs). Entre essas vias adicionais e as operacionais, haverá duas plataformas de 10 metros de largura, permitindo embarque e desembarque de ambos os lados.

Já na Estação Jardim Julieta, as vias laterais garantirão acesso ao Pátio Vila Medeiros, contando com dois AMVs de cada lado para a conexão entre as vias e os túneis que levam ao pátio. O retorno operacional será integrado à própria estação, na plataforma da Via 01, que servirá para embarque e desembarque. Toda a construção da estação será feita a céu aberto.

Além desses pontos, outros retornos operacionais estarão distribuídos ao longo da linha, dentro dos túneis, por meio de AMVs que conectarão as vias 01 e 02 nas cabeceiras das estações Bosque Maia (terminal da fase inicial), Dutra, Curuçá (Santo Eduardo) e Anhangabaú (terminal da linha).

Foto: Renato Lobo

Estacionamentos de Trens

A Linha 19-Celeste contará com quatro áreas de estacionamento de trens, permitindo maior flexibilidade na operação. Esses espaços terão múltiplas funções, como:

  • Redução do tempo para recolhimento de trens com falha;
  • Agilidade na organização dos trens em serviço;
  • Otimização da oferta de composições, possibilitando economia de energia ao reduzir a circulação de trens quando necessário;
  • Maior disponibilidade de tempo para manutenção fora do horário comercial.

Os estacionamentos serão divididos em dois tipos: os localizados ao longo do trajeto e aqueles situados nas extremidades da linha. No primeiro grupo, destaca-se o estacionamento Catumbi, que contará com quatro vagas. Já nas extremidades, haverá dois estacionamentos: um antes e outro depois das estações Bosque Maia e Anhangabaú, somando mais seis vagas, o que eleva o total para 10 vagas, além das 44 já previstas no Pátio Vila Medeiros.

Estacionamento Bosque Maia

O estacionamento de Bosque Maia será um ponto estratégico para a organização da operação e recolhimento de trens avariados. Ele será construído aproveitando o túnel mecanizado da linha e contará com duas vias, permitindo o estacionamento de até quatro trens (dois em cada via). O espaço se estenderá da Estação Bosque Maia até o Poço Norte, acompanhando o eixo da Avenida Tiradentes, em Guarulhos, com uma leve curva à esquerda.

Renato Lobo | Via Trolebus

Estacionamento Catumbi

Localizado entre as estações Catumbi e Silva Teles, o estacionamento Catumbi contará com quatro vias paralelas às vias principais, permitindo a acomodação de quatro trens. O acesso será feito por um cruzamento de vias em um poço construído a céu aberto.

Estacionamento Provisório Bixiga

Previsto para a fase inicial da linha, o estacionamento Bixiga será um ponto temporário para organização dos trens e recolhimento de composições com falhas. Ele terá duas vias onde será possível estacionar até dois trens (um por via). O espaço se estenderá a partir da Estação Anhangabaú, seguindo o eixo da Rua Santo Amaro até a esquina com a Rua Jaceguai. Parte do trajeto terá uma inclinação de 4%, já que, no futuro, a continuidade da linha prevê conexão com a Linha 2-Verde na Avenida Paulista, que está em um nível superior.

Na etapa final da Linha 19, quando for expandida de Bosque Maia até Campo Belo, o estacionamento Bixiga será desativado para permitir a continuação da linha em direção à Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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