Operadores de uma ala dissidente acusaram a diretoria do sindicato dos ferroviários de trair o movimento grevista, resultando no cancelamento da paralisação que estava prevista para esta quarta-feira. O sindicato, por sua vez, informou ao site que houve tumulto na assembleia por “pessoas de fora”.
De acordo com o maquinista Lucas Dametto Rocha, do “Comitê CPTM“, em uma postagem nas redes sociais, na assembleia que suspendeu a greve, “havia menos da metade” dos trabalhadores que anteriormente haviam votado pela paralisação.
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A decisão foi tomada na noite de terça-feira, e as cinco linhas operadas pela CPTM iniciaram a operação normalmente nesta quarta-feira.
Durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na terça-feira (25/03), foi apresentada uma alternativa para evitar a interrupção da circulação dos trens. Como parte do acordo, o Sindicato da Central do Brasil aceitou realizar o protesto com os trabalhadores vestindo roupas pretas.
O que diz o sindicato
O site procurou o Sindicato da Central do Brasil e um dos representantes informou que durante a assembleia haviam “mais pessoas de fora, e que estavam lá por tumultuar”. “De fora”seriam pessoas que não são ferroviárias, de acordo com um dos representantes.
A entidade ainda afirmou que a maioria é soberana e que decidiu pelo adiamento da paralisação. O grupo deve integrar uma comissão junto com representantes da CPTM e do Estado para discutir o processo de concessão, e não afasta possibilidade de novos movimentos grevistas.