Trólebus

Capital da Moldávia adquire trólebus articulado super moderno

A capital da Moldávia, Chisinau, adquiriu dois trólebus articulados do modelo Phileas Trolley da fabricante VDL de piso baixo. O primeiro veículo – com portas em ambos os lados – acaba de iniciar os testes.

Ambos os coletivos devem operar na linha nº 22. Cada um custou 50 mil euros, já que seriam destinados para outro sistema. O preço original é de 700 mil euros. Os trólebus têm piso totalmente rebaixado, possuem ar-condicionado e, mais importante, usam menos eletricidade do que os veículos antigos pertencentes à transportadora RTEC.

No total, Chisinau tem mais de 430 trólebus, dos quais pouco menos de 400 operam. No ano passado, 60 trólebus foram colocados em serviço, incluindo cinco novos ônibus articulados fabricados na Bielo-Rússia, 20 trólebus clássicos AKSM, 10 veículos AKSM, cinco trólebus articulados Solaris adquiridos e 20 veículos clássicos Škoda 24Tr Irisbus Citelis.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Apenas para complementar. Conheço bem essa cidade e a visitei recentemente. Ela é pequena, de apenas 800 k moradores e uma área urbana compacta, que pode ser atravessada de carro em cerca de meia hora ou menos. O trólebus constitui o principal estruturador do transporte na cidade, complementado pelos ônibus (cujo papel é mais “metropolitano”, saindo da cidade) e vans. São mais de 30 linhas (distribuídas entre 3 garagens), algumas das quais com trechos sem rede e operados no modo autônomo, com trólebus novos. A rede aérea está presente em todas as vias principais do centro e dos bairros, cobrindo a cidade inteira. A expansão da rede aérea está praticamente estagnada, com a administração focando em renovar a frota e apliar algumas linhas com trechos a bateria. Comparando com várias outras cidades da antiga URSS, penso que o sistema de Chisinau é exemplar, com a rede em ótimas condições (apesar de tecnologicamente ultrapassada) e que permite desenvolver boas velocidades. Recentemente, foram instaladas faixas exclusivas e bilhetagem eletrônica. Há, entretanto, vários problemas, como poucos veículos de maior capacidade (articulados), o que gera superlotação nas linhas mais demandadas, além do horário reduzido de algumas linhas, encerrado muito antes da meia noite (mas há algumas poucas linhas noturnas).

  • Aliás, sobre o veículo da reportagem, ele foi adquirido praticamente novo, com pouquíssimo uso, pelo preço módico de 50 k euros, ante seu preço original de cerca de 700 k euros. O motivo desse “desconto” é que o veículo foi adquirido para um sistema de trólebus na Itália que não chegou a ser implementado, com os veículos (são dois, no total, pelo que sei) parados por muitos anos. É um exemplo triste de mau uso do dinheiro público na Itália, mas que acabou dando muito certo (a ver se o veículo vai ter boa operacionalidade) para Chisinau.

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