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Estudo mostra que ventilação de VLT de Manchester limita risco de contágio ao coronavírus

A circulação constante de ar no sistema de ventilação dos Veículos Leves Sobre Trilhos – VLT da Grande Manchester, cidade no noroeste da Inglaterra, ajuda a limitar o risco de transmissão de coronavírus, concluiu um estudo independente.

A Transport for Greater Manchester contratou a Arup para realizar a análise de fluidos de seus trens do modelo Bombardier Transportation M5000. A autoridade disse ser o primeiro estudo desse tipo no Reino Unido.

Os comboios são ventilados por meio de equipamentos no teto e difusores de ar, com o ar expelido pelos orifícios de ventilação embaixo do assento. A análise avaliou o fluxo de ar dentro do veículo, com foco particular no potencial de transmissão de vírus, observando como a respiração exalada se espalha pelo veículo e como isso é afetado por fatores como janelas abertas, uso de máscara e níveis de atividade.

O estudo descobriu que, mesmo com o sistema de ventilação operando a meia capacidade, havia aproximadamente 20 trocas de ar por hora, o que é melhor do que uma recomendação do Scientific Advisory Group for Emergencies.

Um artigo recente do Grupo de Modelagem Ambiental SAGE recomendou que as taxas de ventilação em espaços onde é provável que haja uma taxa de geração de aerossol aumentada devem ser de pelo menos 10 a 15 litros por pessoa, além do uso de coberturas faciais e medidas de distanciamento social. A modelagem para Metrolink foi de 16 litros.

A modelagem de Arup também mostrou que o risco de infecção foi reduzido em cerca de dois terços quando as coberturas faciais são usadas.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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