Recordar é viver

Há 45 anos, prédio era implodido na Sé para dar lugar ao Metrô

A Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo foi entregue em 14 de setembro de 1974, com os trens circulando nos seus primeiros sete quilômetros, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana. No segundo semestre de 1975, (26 de setembro), foi inaugurado o terceiro trecho: Liberdade—Santana (ainda sem a Estação Sé).

A parada que hoje é a estação mais lotada do sistema metroviário só foi aberta em 17 de fevereiro de 1978. Era preciso a demolição de um prédio para construir o ponto de conexão das duas linhas que seriam as mais movimentadas do sistema.

Em 16 de novembro de 1975, o edifício Mendes Caldeira, com seus 30 andares e 364 escritórios, foi abaixo para dar lugar à estação. Foi a primeira implosão no Brasil, sem o uso de picaretas. Fo utilizada cerca de ½ tonelada de explosivos para implodir o prédio em apenas 8 segundos, gerando 20 toneladas de entulho.

Na época, chegou-se a temer que o edifício caísse sobre a Catedral da Sé e a prejudicasse estruturalmente. O Metrô de São Paulo convidou a população e a imprensa para assistir ao ocorrido. A construção situava-se onde, atualmente, é a saída norte da Estação da Sé.

No mesmo processo de demolição para a construção da Estação Sé, outro então importante prédio do centro de São Paulo foi derrubado, o Palacete Santa Helena.

A estação Sé a diferente de todas as outras. Diferentemente das novas conexões, como em Pinheiros ou Santa Cruz, o passageiro que desembarca do trem de uma das linhas, acessa a outra bem depressa. Mas, se a configuração da integração pode agilizar a viagem, em casos de falhas é muito mais provável que uma ocorrência na Linha 3, por exemplo, afete diretamente a Linha 1-Azul.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Olá Sr. Renato e amigos participantes
    Bom eu assisti ao vivo essa implosão pela TV por diversas tomadas, e algumas coisas que me lembro é que a empresa que realizou o serviço chamava_se CDI – Triton e o engenheiro chefe era o Sr. Hugo Takahashi de saudosa memória com quem tempos depois acompanhei em algumas outras implosões e quanto ao palacete Santa Helena somente demonstrou o pouco-caso que se tem com o patrimônio histórico. Foi triste de ver quando chegou ao andar térreo onde ficava o Cine Mundi as marretas botando tudo abaixo, pois é, e no Rio de Janeiro pelo mesmo motivo demoliram o Palácio Monroe. Por último tem um erro na quantidade de entulho, com certeza o volume foi enorme talvez passando em muito das mil toneladas. Abraços
    Gilberto

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