Foto: Renato Lobo | Via Trolebus
CPTM

CPTM estuda aposentar trens da série 3000

São dez trens com quatro carros cada, e com formação para operação de oito carros, cinco composições que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM tem a disposição para transportar passageiros. No entanto, poucos são vistos rodando na Linha 10-Turquesa, quando com sorte, dois deles operando.

Mas, o comboio conhecido com o som de tração parecido com uma sinfonia poderá dar adeus definitivo aos trilhos da companhia, segundo o presidente da CPTM, Pedro Moro, em resposta a um usuário nas redes sociais:

A ausência do trem que prestou serviços muitos anos na Linha 9-Esmeralda e que foi cogitado para rodar no extinto projeto “integração centro” evidencia problemas sérios com os competentes.

Foto: Renato Lobo | Via Trolebus

Os 3000’s foram adquiridos em 2001. A operadora realizou a licitação internacional em 1994, financiada pelo BID, prevendo a aquisição de uma frota de 10 trens unidade elétricos de 4 carros. O contrato foi vencido pelas empresas Siemens AG/Simmering-Graz-Pauker (SGP) e Mitsui.

Por questões econômicas de governo paulista, o contrato foi congelado. Após os Tumultos na CPTM em 1996, o governo paulista retomou o projeto de remodelação dos subúrbios e contratou as obras faltantes na Linha 9, incluindo os trens. Assim, o contrato assinado em 1994 só foi efetivado em 4 de julho de 1997, por US$ 70 milhões, prevendo-se a entrega dos trens em 36 meses.

Os trens unidade foram construídos na Alemanha (com peças importadas do Japão) e montados na fábrica da Siemens de Maribor, Eslovênia, sendo a primeira unidade entregue em 10 de novembro de 2000.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Outro absurdo que leio com frequência em fóruns de transporte é, mesmo a reforma dos trens antigos do Metrô tendo custado quase o preço de trens novos, ter gente que defende a reforma imediata da frota E, que tem cerca de 20 anos também. A frota A rodou por mais de 40 anos.

  • Esses trens não podem ser destruidos devem ser doados a cidades mais pobres, tem lugar no Brasil onde rodão trens com mais de 50 anos esses seriam muito bem vindos.

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