Metrô SP

6 curiosidades da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo

Nesta semana, o governo do Estado de São Paulo, enfim anunciou um acordo entre duas empresas privadas, e a retomada do projeto da Linha 6-Laranja do Metrô. As obras podem voltar em 90 dias. A empresa que venceu a licitação de construção e operação, a Move São Paulo, vendeu sua parte para a espanhola Acciona. Listamos então seis pontos curiosos sobre o novo eixo metroviário da capital paulista:

1 – Anunciada em 2008 e seria tocada pelo estado

O projeto da Linha 6 foi anunciado em meados de 2008, e previa inicialmente que as construções seriam tocadas pelo setor público. Com a mudança da gestão estadual, de Serra/Goldman para Alckmin, a nova administração alterou o modelo econômico, e a Linha 6 passou a ser executada por meio de uma Parceria Público Privada – PPP, mas as obras só seriam iniciadas em 2015.

2 – Primeiro projeto previa atendimento até Vila Nova Cachoeirinha

O governador José Serra anunciou em 4 de dezembro de 2008 que haveria dois ramais saindo da Freguesia do Ó na Zona Norte, um em Brasilândia, e outro na Vila Nova Cachoeirinha, no Largo do Japonês. Seria a primeira vez que o metrô paulistano usaria trajeto em forma de “Y”, algo que já existe nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Depois o atendimento da Vila Nova Cachoeirinha foi abandonado, e até hoje não há previsão de chegada do Metrô no Bairro.

3 – Maior PPP do Mundo

Em uma anúncio nesta semana, o Governador de São Paulo, João Doria, disse que a Linha 6 é a maior obra de infraestrutura do Brasil e a maior PPP do mundo. A obra deve gerar 9 mil empregos diretos no Estado.

4 – Operação

Serão 26 trens em operação, com um intervalo previsto de 135 segundos. A previsão é que o eixo metroviário que vai ligar a Brasilândia até a estação São Joaquim transporte 703 mil passageiros por dia. Serão três locais de estacionamento, sendo um deles o Pátio Morro Grande, e dois estacionamentos entre as estações Freguesia do Ó e Santa Marina e entre PUC e Angélica Pacaembu.

5 – Extensão Leste e a Oeste

O eixo metroviário teve previsto duas extensões. A primeira à leste rumo a Cidade Líder, na Zona Leste de São Paulo, a partir de São Joaquim, cortando os bairros da Aclimação, Mooca e Vila Formosa. Mas este atendimento foi suprimido pelas projeções da nova Linha 16-Violeta (Oscar Freire – Jardim Brasilia).

Já a extensão à oeste segue nos planos do Metrô, com quatro novas estações a partir de Brasilândia, sendo Morro Grande, Velha Campinas, Vila Clarice (conexão com a Linha 7 da CPTM) e Bandeirantes, às margens da Rodovia.

6 – Gente diferenciada

Estava prevista uma parada na Avenida Angélica. Mas o empreendimento causou uma certa resistência de alguns moradores, entre eles uma senhora que disse ao um jornal que não queria a estação no bairro temendo “gente diferenciada” na região. O termo ganhou fama, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais na época, e culminou em um “churrascão da gente diferenciada” em frente a um shopping do bairro, como forma de protesto. Teve até churrasco e refrigerante popular distribuído aos presentes. O protesto foi uma reposta ao preconceito de alguns desses moradores.

O resultado foi que o Metrô manteve a estação, mas em alguns quarteiros de distância, denominada então “Angélica-Pacaembu”.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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