VLT

Estado de SP propôs na década passada VLT Metropolitano

Uma rede de Veículo Leve sobre Trilhos – VLT no canteiro central de vias importantes da região metropolitana de São Paulo. Eixos como São Bernardo do Campo a Vila Prudente, Avenida Aricanduva, Avenida Itaquera ou no corredor norte-sul, na Avenida 23 de Maio, receberiam o meio de transporte sobre trilhos de média capacidade, com o objeto de dar um “banho de loja” às localidades.

O cenário quase inconcebível nos dias atuais, foi previsto pelo menos como sugestão ou “conceito” no ano de 2006, com previsão de inserção no ano de 2025. É o que mostra documentos do Pitu – Plano Integrado de Transportes Urbanos – 2025.

Os eixos de transporte seriam erguidos para capacidade de até 12 mil passageiros por hora e por sentido, com veículos de capacidade para até 400 passageiros, contendo até 40 metros de comprimento. Os corredores teriam cobrança externa do veículo e os trens poderiam subir com rampas de até 7% de inclinação. Intervalos de 2 minutos e os trens podendo chegar até 70 km/h.

Avenida 23 de Maio | Uma das vias propostas no estudo de inserção do VLT

O documento foi elaborado em 2006 pela secretaria dos Transportes Metropolitanos, e contou com a presença de diversos órgãos, como membros da prefeitura de São Paulo.

As análises apontavam a possibilidade de escolha entre VLTs ou então tecnologia próxima, como os Veículos Leves sobre Pneus – VLPs. A bitola, no caso dos VLTs, seria ou de 1,435 ou 1,60 e alimentação aérea por rede elétrica. O documento cita ainda que os eixos de transporte seriam intermediários entre o “Metrô Pesado” e os “Passa-rápido”, este último é o apelido eleitoral aos corredores de ônibus dado durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy.

Pitu – 2025

Corredores Urbanísticos

Os eixos de transportes que foram propostas na década passada tinha o objeto, além do transporte de média capacidade, a requalificação urbana dos espaços. O documento cita “abundante experiência internacional mostrando que o VLT ou VLP, especialmente o primeiro, dinamizam a atividade econômica em seu entorno, proporciona o aumento do valor das propriedades e têm positiva inserção ambiental”. Em bom exemplo de requalificação é o Rio de Janeiro:

Foto: Concessionária VLT Carioca

Eixos propostos

São Bernardo – Vila Prudente: Trajeto semelhante ao da finada Linha 18-Bronze, partindo do terminal São Bernardo, em direção as avenidas Senador Vergueiro, Rudge Ramos, e Estrada das Lágrimas.  Depois acessa a avenida Goiais em São Caetano.

Aricanduva: Ligação do Terminal São Mateus com a Radial Leste por meio da Avenida Aricanduva.

Itaquera – Líder: Ligação do “VLT da Aricanduva” com a estação Itaquera.

Vila Leopoldina – Brooklin: Corredor entre as avenidas Berrini, Faria Lima e Pedroso de Morais.

23 de Maio –  Interlagos: VLT no corredor norte-sul promovendo a ligação da Zona Sul com o centro.

Ainda outros eixos foram propostos como o Osasco-Pinheiros, Rio Bonito, Guarapiranga e Lapa-São João.

Quase todos os eixos acima possuem ou estão previstos corredores de ônibus, com exceção dos eixos Vila Leopoldina – Brooklin e Osasco-Pinheiros.

Ficou no passado

O plano ambicioso, no entanto, não consta mais nos projetos atuais da pasta e tão pouco das operadoras.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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