Série 2100 da CPTM na Extinta estação Campo Grande, quando trem metropolitano atendia a Vila de Paranapiacaba
CPTM

Atendimento da CPTM até Paranapiacaba está descartado

O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, Pedro Moro, em entrevista à Rádio ABC e ao site Diário do Transporte, descartou a volta do atendimento das composições até Paranapiacaba.

Nas palavras de Moro, falta infraestrutura para o serviço. “A ligação entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba não pertence à CPTM, é da MRS Logística, emprega de carga, e tampouco há eletrificação do trecho. É muito difícil a chegada do trem até lá porque não é infraestrutura da CPTM, é da MRS”, afirmou.

Foto: Renato Lobo

A estação era atendida até novembro de 2001 pelos trens metropolitanos, a partir de uma extensão operacional da Linha 10-Turquesa, que atualmente liga o Brás até Rio Grande da Serra. Depois deste período, os trens somente passaram a seguir nos fins de semana para Paranapiacaba, e um ano depois, a suspensão total do trem para a vila. Havia a justificativa que o volume de usuários era muito baixo.

O usuário tem como opção o ônibus da linha 424, que liga Rio Grande da Serra a Paranapiacaba, pagando tarifa de R$ 4,80. Ou então, desembolsar R$ 44,00 nos finais de semana para utilizar o Expresso Turístico da CPTM entre Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André, com destino a Paranapiacaba.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Antes de se pensar em trem para Paranapiacaba é preciso restaurar a vila completamente, elaborar um plano diretor de turismo e à partir dele implantar um turismo sustentável, viável (mesmo na baixa temporada), que respeite a capacidade da vila e seus habitantes, com transporte adequado, segurança, saúde, etc.

    Levar o trem para lá nas condições atuais só serviria para acelerar a destruição da vila e da mata existentes (com a proliferação de trilhas clandestinas que sempre terminam com pessoas perdidas ou mortas em acidentes).

  • Eu ia muito a Paranapiacaba nos finais de semana. Seria ótimo o trem voltando até lá. Mas nesse caso, creio que o presidente da CPTM tenha razão. Seria muito investimento pra pouca demanda. Existem outras prioridades na rede. Entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba tem uma excelente pista e sem nenhum trânsito. Os ônibus dão conta ali perfeitamente. Só precisa aumentar a frequência nos finais de semana.

  • Aquele velho erro, deixar a coisa degringolar, por que não mantiveram a via em condições para uma eventual volta dos trens? Por que arrancaram a eletrificação do trecho?

    Governo tem o prazer de deixar as coisas largadas, nesse trecho tem a estação Campo Grande, que era muito bela por sinal, que hoje é pura ruína, nem uma mera preservação da estação histórica fizeram….

    Sobre a volta, hoje, concordo que é extremamente inviável, a outras prioridades na própria linha a serem feitas, como melhora da infra-estrutura de algumas estações.

    • Os trens elétricos nunca irão voltar, pra que manter uma rede elétrica obsoleta?

      A MRS não pode ficar mantendo uma estrutura que não utiliza (e que atrapalha sua operação) dentro da sua área de concessão.

      A estação Campo Grande é do DNIT, a prefeitura de Santo André não demonstrou interesse e nenhum órgão de patrimônio julgou a estação relevante de preservação. nem mesmo um único cidadão pediu o seu tombamento.

  • Criar uma linha regular de trens até Paranapiacaba seria incentivar a ocupação predatoria da vila. Paranapiacaba precisa permanecer como está, isolada e protegida. O turismo consegue atender muito bem às necessidades da vila e sobretudo preservá-la e protegê-la.

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