Metrô SP

Linha 3-Vermelha do Metrô tem média de 7,1 passageiros por metro quadrado

Um levantamento feito pela TV Globo mostra que a Linha 3-Vermelha do Metrô registra em média, 7,1 passageiros por metro quadrado no período da manhã, sendo a ligação metroviária com maior lotação.

Linha mais densa do planeta

A ligação entre Itaquera e Barra Funda foi considerada a “mais densa do mundo”, segundo disse Milton Gioia, chefe de operações do Metrô em uma reportagem da Folha datada de 2011.

A integração com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos  – CPTM na Barra Funda e no Brás, em 2000, foi o que impulsionou a lotação da linha 3.

Movimento pendular

Uma das características de linha 3 é o “movimento pendular”, sendo que a maioria dos usuários viaja em um único sentido no mesmo horário -leste-oeste de manhã e o inverso à tarde.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Que a linha e a pior no sentido de lotação no Metrô não e novidade, porém os carros deveriam ser iguais os da CPTM, sem divisão de vagões para caber mais pessoas, isso seria possível se o pinóquio ao invés de reformar os antigos, comprasse novos com essa divisão, já que depois foi provado que o dinheiro gasto pra reformar, daria pra comprar carros novos, absurdo.

  • A chegada do monotrilho em São Mateus em dezembro vai dar uma aliviada na linha vermelha pois muita gente da região ainda prefere ir para a estação Metrô Carrão do que enfrentar os ônibus para Vila Prudente.
    E quem sabe a expansão da linha verde chegue na Penha até o final da próxima década, né? Também vai ajudar muito a desafogar a linha vermelha.

  • Que a Linha 3-Vermelha está superlotada não há o que duvidar, porém é preciso esclarecer alguns pontos (parte dos quais eu obtive diretamente com o Metrô SP):

    1. Linha mais densa do mundo não significa necessariamente ser a mais lotada do mundo, tampouco a de maior carregamento do mundo, muito menos ainda nos dias de hoje.

    2. O aumento de oferta na CPTM (na zona leste) e a expansão do próprio Metrô, além de outras questões, levaram à redução de carregamento na Linha 3 nos últimos anos, o qual atingiu seu auge entre 2008/09, entrando em declínio a partir de 2011, sendo que de 2015 para cá se encontra praticamente estabilizado, com um valor em torno de até 30% a menos do que era antes (em 2008). Por isso, antes diziam que a linha em questão tinha demanda para mais de 9 pessoas/m2 (um valor que na prática nem cabe), e hoje está em torno de 7.

    3. Por último, convém também dizer que o seu carregamento atual está dentro do que o Metrô considera, em tese, aceitável para suas linhas (a título de curiosidade: para a Linha 2, quando chegar em Penha, está previsto um carregamento bem MAIOR!). A Linha 3 hoje opera com um intervalo PROGRAMADO de praticamente 120s nos picos, portanto significativamente superior ao que era há 10 anos. Se operasse com o intervalo de antes (mais baixo), poderia ter uma densidade de lotação máxima mais próxima do tolerável (até 6 por m2). Parece-me que não faltam trens para isso, seria por falta de recursos humanos? Talvez, quem sabe. A minha opinião é que eu acho que em 2021, com CBTC, vão operar talvez com o mesmo intervalo que era programado em 2008 com ATC/ATO. Bom, pelo menos, com CBTC, dá para operar mais trens no carrossel com mais eficiência do que era antes, reduzindo atrasos (ou seja, a diferença entre intervalo mínimo programado e intervalo real de operação praticado).

    • Na teoria e tudo lindo, na prática quem pega todo dia igual eu, e quem pega no pico, e linha sempre e cheia ate demais em determinados horários, e esse ano deus mais panes que anteriormente, fora problemas de lentidão as vezes sem motivo, já os intervalos pra melhorarem só com o CBTC funcionando plenamente mesmo.

      • Rodrigo,

        Na prática, todo mundo sabe que é bem ruim. Se com o “ideal” (segundo dizem) de 6 pessoas em pé por m2 já fica bem lotado e desconfortável, então imagine com mais do que isto ou até mais do que 7! O resultado são trens e plataformas abarrotados. Além disso, mesmo numa operação normal, o intervalo real de operação médio nos picos é sempre maior que o programado (quanto mais superlotada uma linha é, maior é esta diferença), gerando ainda menos oferta e, por conseguinte, mais superlotação. Mas a culpa não é só do Metrô. Tem muita gente que impede o fechamento das portas, atrasando ainda mais os trens. Sem contar a falta de educação de alguns passageiros para com os outros, o que torna tudo ainda pior do que já é.

        Apesar de tudo isso, há de se considerar que todos os projetos atuais e futuros do Metrô são para desafogar a Linha 3-Vermelha, como o monotrilho da Linha 15, o prolongamento da Linha 2-Verde (que vai sair até antes de linhas mais prioritárias, como a 6-Laranja) e a Linha 19-Celeste, a qual, segundo a área de planejamento do Metrô, também ajuda a minimizar o carregamento da Linha 3.

        Inclusive, paradoxalmente, a Linha 2, no futuro, vai se superlotar mais do que a Linha 3 hoje só para desafogar esta, quando o mais ideal, lógico e sensato seria investir em uma linha nova para a zona leste (entre as linhas 3 e 15/2) para dividir as demandas em vez de só transferir o problema de uma linha para outra e achar que está tudo resolvido. Aliás, estará sim, mas só para a L3. Já para a L2, difícil será enxergar alguma luz no fim do túnel por muitos e muitos anos.

        Ah! E pode ser que, a partir de 2020, a L15 já comece a ajudar pelo menos um pouco a L3. Vamos aguardar para ver como vai ficar o carregamento da L3 (na teoria e na prática).

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