EMTU Trólebus

Mesmo com 40 milhões investidos em rede de trólebus, quantidade de ônibus elétrico não cresce

O corredor metropolitano São Mateus – Jabaquara foi construído na década de 80, iniciando as atividades em 1988. Seu projeto inicial previa o uso 100% de trólebus, uma vez que este tipo de modal funciona melhor nesta condições, tanto que a faixa exclusiva possuí níveis de satisfação elevados.

No entanto, a rede elétrica para o serviço foi instalada inicialmente apenas entre São Mateus até Ferrazópolis, e também até Piraporinha, concentrando os ônibus elétricos nesta ponta, e os veículos a diesel na outra entre Diadema e Jabaquara.

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Após décadas, uma ação civil pública da ONG Earth (Entidade Assistencial de Reciclagem e Trabalhos Humanitários) feita em 2006, cobrando da EMTU a eletrificação do trecho, já que esse trabalho deveria ter sido feito há cinco anos, os ônibus elétricos de fato chegaram ao Jabaquara em 2010. Entretanto a promessa inicial do uso exclusivo da tração elétrica no corredor foi esquecida.

A concessionária Metra, que opera o corredor adquiriu recentemente 30 articulados a diesel de 23 metros. Em contra-partida 22 trólebus Marcopoloto Torino GV foram descredenciados e a empresa colocou no lugar 20 trólebus articulados com marcha autônoma e carroceria Caio BRT.

A pergunta que fica: Por que o gasto de 40 milhões de reais com a extensão e repotencialização da rede elétrica, sendo que a quantidade de ônibus elétrico é praticamente a mesma? Como se não bastasse, a EMTU e a Metra tentaram cobrar pela integração nos terminais de Diadema alegando que o sistema trólebus exigiu maiores investimentos.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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